SOCIEDADE MARANHENSE DE DIREITOS HUMANOS REPUDIA “GAIOLÃO” DE BARRA DO CORDA E MORTES PROVOCADAS POR AGENTES PÚBLICOS

Veja a nota da SMDH:

A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) manifesta seu repúdio e sua indignação diante das seguidas mortes ocorridas no Estado do Maranhão, motivadas por um modelo de Segurança Pública e de Justiça Criminal profundamente equivocado.

A primeira morte ocorreu no município de Barra do Corda em 09.10.2017 e teve como vítima Francisco Edinei Lima Silva, 40 anos, preso provisório, sem antecedentes criminais, morto em decorrência de péssimas condições prisionais na Unidade Prisional de Barra do Carda, onde uma de suas celas é conhecida como “gaiolão”, caracterizada como espaço a céu aberto, sem fornecimento de água e banheiro, destinada a presos provisórios (ou mais propriamente para infligir castigos). Celas como a referida também são usadas em outras unidades, como em Pindaré-Mirim, Grajaú, e Icatu.

A segunda vítima se trata de Jamilson Machado Pereira, confundido com um criminoso e morto por um disparo de policial civil, na madrugada do sábado, dia 07 de outubro, no centro histórico de São Luís.

A terceira vítima foi Ademar Moreira Gonçalves, 37 anos, servidor público do Ibama, executado na Avenida Litorânea, em São Luís – MA por um policial civil, cuja identidade não foi revelada, o qual se apresentou à Superintendência da Delegacia de Homicídios alegando ter atirado na vítima porque suspeitava que seu carro estava sendo furtado, no dia 14 de outubro.

A quarta vítima foi Tarcísio Mota Miranda, executado a tiros em Imperatriz, no dia 15.10.2017, pelo Policial Militar do 3º Batalhão de Imperatriz, Cândido Neto Vieira, em circunstância ainda não elucidadas. 

Em todos os casos, percebe-se a participação direta de agentes públicos na morte de civis. De acordo com o levantamento de mortes violentas produzidos pela SMDH o estado do Maranhão, nos últimos 4 anos, foi responsável por mais de 80 mortes em suas unidades prisionais, caracterizadas pela superlotação, falta de estrutura das unidades prisionais, péssimas condições sanitárias e de saúde.

O Estado do Maranhão apresenta, também, elevada taxa de encarceramento, destinada sobretudo aos mais pobres e aos negros, vitimizados pela espetacularização de suas prisões, mesmo que de forma provisória.

Ademais, o Estado do Maranhão é o 7º colocado no Ranking Nacional de Letalidade Policial, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2016. É uma das polícias que mais mata no Brasil.

Diante desses fatos, a SMDH clama pela rigorosa apuração das três mortes ocorridas e pela responsabilização dos seus autores, bem como pela imediata interdição, pelo Governo do Maranhão, de todas as unidades prisionais dotadas de celas tipo “gaiolão”, por se tratar de gravíssima violação aos direitos humanos das pessoas privadas de liberdade, numa clara afronta aos ditames estabelecidos pela Constituição Federal, pela Lei de Execução Penal e pelas normas internacionais de Direitos Humanos.

A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos defende um modelo de Segurança Pública e Justiça Criminal assentado na participação democrática, no desencarceramento, no combate ao racismo, no combate à letalidade e desmilitarização das policias.

São Luís do Maranhão, 17 de outubro de 2017

Sociedade Maranhense de Direitos Humanos

COMUNICAÇÃO E PODER NO MARANHÃO: POR QUE DEBATER?

Texto do Blog Buliçoso

Existe um mapa do Maranhão que não aparece nas cartografias oficiais. O dos rádios e TVs, controladas regionalmente por grupos políticos, que se alternam no poder, nos mais diversos municípios do estado. Uma reportagem da jornalista Elvira Lobato na Agência Pública revela que, das 276 retransmissoras de TV maranhenses, 159 (58%) estão registradas em nome de empresas de políticos. “O Maranhão é o extremo desse fenômeno”, considera a repórter. “Se forem somadas as retransmissoras de prefeituras, são impressionantes 223 televisões comandadas por políticos, o que representa 81% do total de retransmissoras existentes no estado”, conclui.

O estado com maior concentração de meios de comunicação nas mãos de políticos é o mesmo que, em diferentes indicadores, aparece entre as unidades da Federação com pior situação sócio econômica: menor renda per capta do país (PNDA/2015); maior percentual de miseráveis, com 12,9%, quase quatro vezes mais do que a média nacional, de 3,56% (PNAD/IBGE 2012); estado com a 6a. maior concentração de renda do Brasil (Índice Gini 2015); segundo estado brasileiro com maior número de crianças e adolescentes em situação de pobreza (dados do Cenário da Infância e da Adolescência/2015) e quatro cidades maranhenses na lista das dez mais pobres do país. O cruzamento de tais indicadores com a acumulação de poderio midiático remete à questão: qual seria a relação entre comunicação e os poderes com dever constitucional, entre tantos outros, de zelar pela cidadania e pela dignidade da pessoa humana?

DEBATE INÉDITO

Pela primeira vez, um evento público se propõe a tratar de um tema transversal nas discussões sobre a realidade social maranhense, comunicação popular, participação social, orçamento público e cooptação da imprensa. O I Seminário Comunicação e Poder no Maranhão será realizado nos próximas dias 24 e 25 de outubro, no Auditório Central da UFMA (Universidade Federal do Maranhão), trazendo à tona um debate fundamental no estado, além de reunir um elenco de entidades representativas que defendem a democratização da comunicação maranhense, dentre elas o jornal Vias de Fato, a Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço-MA), o Coletivo Nódoa, a Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão, CSP-Conlutas, o Sindicato dos Bancários, Blog Buliçoso, o Movimento de Defesa da Ilha de São Luís, Carabina Filmes, Casa 161 (residência artística) e Apruma (Associação de Professores da UFMA).

“O seminário é um espaço importante para debater a conjuntura e os meios de comunicação, especialmente no Maranhão, marcado pelo coronelismo eletrônico. A concentração de poder político associada ao controle das emissoras de rádio, jornais, portais de internet e televisão é um entrave à democratização da sociedade. Vejo neste evento uma oportunidade para reunir lideranças dos movimentos quilombola, indígena, quebradeiras de coco, profissionais de comunicação e pesquisadores para debater um tema central na contemporaneidade. Espero que as propostas surgidas no seminário sirvam de inspiração para formular políticas públicas e construir um movimento permanente de controle social na área de comunicação”, declara o professor universitário e doutor em Comunicação, Ed Wilson Araújo, presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias do Maranhão (ABRAÇO), da coordenação executiva do evento.

O coronelismo eletrônico, citado por Araújo, é marcadamente acentuado no estado. Quase 60% das emissoras maranhenses pertencem a políticos. No Brasil, segundo consta informações do Sistema de Acompanhamento de Controle Societário (Siacco), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 32 deputados e oito senadores são proprietários, sócios ou associados de canais de rádio e TV. Dos três senadores pelo Maranhão, dois possuem controle das concessões de TV e rádio, em mãos de seus familiares, os senadores Edison Lobão (PMDB) e Roberto Rocha (PSDB). Já o senador João Alberto (PMDB), mesmo não tendo oficialmente a outorga de uma concessão de veículo por laços familiares, possui em Bacabal, um de seus redutos eleitorais, a retransmissora da TV Difusora nas mãos de seu afilhado político, o deputado estadual Roberto Costa (PMDB). A prática de “arrendamento” das retransmissoras do Sistema Difusora é comum em todo estado. Em vários municípios maranhenses, grupos políticos arrendam o sinal transmitido pela Difusora, explorando a programação local com conteúdos de interesses políticos-eleitoreiros, geralmente com denúncias contra adversários e fartos elogios aos aliados. Mas a chamada sub concessão a terceiros é proibida sem que haja uma nova licitação, segundo a Lei 8.987/95.

COMÉRCIO DE “LOTES” DO SBT

O mais recente escândalo envolvendo a comercialização e utilização de veículos de comunicação, com fins de apropriação ou manutenção do poder político, foi a denúncia de suposto arrendamento da emissora controlada pelo suplente de senador e filho do senador Édison Lobão, Lobão Filho. Um parlamentar, o deputado federal Weverton Rocha (PDT), aliado político do governador Flávio Dino (PCdoB), já estaria com as negociações avançadas para a compra da emissora. Basta alguns dias como telespectador da rádio e TV Difusora para que se perceba, na programação local, a linha editorial oficiosa de apoio ostensivo ao governo estadual. Em várias ocasiões, comunicadores da emissora de rádio oficial do Estado, a rádio Timbira, fazem menção recorrente a reportagens e entrevistas de secretários na Difusora.

O ex-senador e ex-presidente, José Sarney, possui o maior império de comunicação do Maranhão, o Sistema Mirante de Comunicação com rádio, jornal e TV, afiliada da Globo, com 26 retransmissoras de TV no estado. A sobrevivência política dos Sarneys é rigorosamente atrelada ao uso eleitoreiro dos meios de comunicação, com farsas midiáticas montadas como o famoso Caso Reis Pacheco à interrupção da transmissão de programas eleitorais por meio de cortes energia elétrica em municípios mais longínquos. Dos 217 municípios do Maranhão, 200 são atingidos pelo sistema da rádio Mirante AM, totalizando quase quatro milhões de ouvintes na capital e no interior. Até mesmo o principal adversário do grupo sarneyzista, o governador Flávio Dino, se rendeu ao poderio da comunicação de Sarney. Nas redes sociais, Dino faz duras críticas ao senador e seus filhos. Mas no canal do ex-presidente a propaganda favorável ao seu governo aparece pontualmente em horário nobre, paga por alta soma de recursos dos cofres públicos. Na afiliada maranhense da TV Globo, uma única inserção estadual de 30 segundos, no intervalo do Jornal Nacional, custa R$ 9.236, 00 (nove mil, duzentos e trinta e seis reais) para veiculação em todo o estado. Mas a versão corrente no mercado publicitário é que o valor para governos e prefeituras costuma sofrer um reajuste que não dói no bolso dos atravessadores, agências e governantes. Se forem apenas 10 inserções por dia, em uma semana de veiculação serão cerca de 630 mil reais.

Os três senadores do Maranhão mantém controle direto ou indireto de meios de comunicação no estado

À MODA MARANHENSE

Quarenta parlamentares brasileiros são alvo de uma ação no Supremo Tribunal Federal. O STF questiona a constitucionalidade da participação de políticos titulares de mandato eletivo como sócios de empresas de radiodifusão e pede medida liminar para evitar a ocorrência de novos casos. No Maranhão, as quatro principais emissoras de TV estão sob controles de políticos e/ou seus familiares: a Record, ligado ao senador Roberto Rocha; a Bandeirantes, apenas com outorga de retransmissora, controlada pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Manoel Ribeiro; o SBT, sob o comando do filho do senador Lobão e a afiliada da Globo, controlada pelos filhos do ex-senador José Sarney.

“No Brasil, a elite tem o controle absoluto dos grandes veículos empresarias do país. O Maranhão, até a década passada, era o estado brasileiro com maior concentração midiática. Isso praticamente não mudou. Além disso, em nosso estado, a estrutura oligárquica tem, no controle da mídia, um de seus pilares. Por outro lado, o que seria a comunicação pública, na verdade, atende a interesses privados, partidários e/ou eleitorais. Esse debate, então, é fundamental para que se possa entende essa realidade e, consequentemente, tentar mudá-la”, enfatiza Emílio Azevedo, fundador do jornal Vias de Fato, um dos organizadores do seminário Comunicação e Poder no Maranhão. Emílio destaca que o evento será uma possibilidade reunir jornalistas e pesquisadores, “dividindo a fala com lideranças de povos e comunidades tradicionais”. “Isto é, com setores da sociedade que mais sofrem o impacto da violência oriunda de uma elite. A mesma elite da qual a mídia empresarial faz parte, é aliada e porta voz”, conclui.

Ou seja: discutir quais as tramas implicadas na relação entre Comunicação e Poder no Maranhão é também desvendar aspectos fundamentais da realidade forjada pelo buril dos interesses politiqueiros. Massacres de indígenas, como o ocorrido este ano contra um grupo da etnia Gamela, em Viana-MA, são menos criticados na mídia local do que a polêmica em torno da dúvida se as vítimas eram ou não índios. Mais do que um debate meramente teórico ou acadêmico, o evento tem a participação expressiva de movimentos populares, encerrando com a mesa “Desafios de uma Comunicação Popular”, com uma representante das quebradeiras de coco e um índio gamela e agente pastoral. Rosimeire Diniz Santos, integrante da coordenação da Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão destaca: “abrir um debate com a sociedade sobre mídia e poder no Maranhão, onde povos e comunidades podem expressar sua opinião da forma como são retratados pelas mídias, e da forma, que deveria ser um comunicação que contribuísse com suas lutas, é importante para enriquecer o debate”. Rosimeire destaca a comunicação como um grande poder, “capaz de incidir em mudanças efetivas da sociedade”.

“Outro aspecto, a comunicação sempre esteve um lado, por estar nas mãos de quem detém poder econômico e poder político. Sendo um instrumento de poder de oligarquias e grandes grupos, se torna complicado, difícil que assuntos mais significativos para a população seja tratado da forma como acontece que que ajude a esclarecer a informação a não deixar dúvida. Um debate desse para povos e comunidades tradicionais é fundamental. Justamente suas pautas que são as lutas por territórios, por políticas públicas contextualizadas, não retratas de forma adequada. As manifestações dos povos são retratados de forma a criminalizar os movimentos, até na linguagem utilizada”, denuncia Rosemeire.

O governador Flávio Dino em entrevista ao programa de rádio comandado por blogueiros aliados, na Difusora, emissora de apoio ao Governo

O SILÊNCIO DOS EXCLUÍDOS

Em editorial, o jornal Vias de Fato citou uma entrevista concedida pelo governador Flávio Dino (PCdoB), logo após sua eleição, ao programa Observatório da Imprensa (TV Brasil), quando ele afirmava que a comunicação de seu governo seria executada “de maneira profundamente democrática” como um “modo autêntico de romper com a oligarquia”. Faltando pouco mais de um ano para o encerramento do mandato, o atual governo tem repetido o modelo “chapa branca” da comunicação de seus adversários. TVs e rádios de aliados políticos são contempladas com comerciais governamentais enquanto os povos tradicionais, como a comunidade de Cajueiro, localizada na zona rural da capital, ameaçada pela construção de um porto, um Terminal de Uso Privado não são sequer citados. Nos releases oficiais, somente a declaração do governador, durante o acordo com a gigante chinesa que participa da execução da obra: “o nosso país é uma grande nação e vocacionada a realizar o bem-estar do seu povo”. Nenhuma linha com a opinião dos moradores prestes a serem expulsos de suas terras ou sobre como resolver o impasse. Ainda candidato, presente ao 5º Congresso Estadual de Rádios Comunitárias do Maranhão, o mesmo Flávio Dino afirmava: “uma comunicação democrática fortalece a sociedade, pois as vozes dos excluídos, dos invisíveis, dos esquecidos podem e devem ser ouvidas”.

O historiador e professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Wagner Cabral, mestre em História, considera fundamental “retomar e confirmar os princípios democráticos a partir dos quais os movimentos e lutas sociais foram travados nas últimas décadas em nosso país”. Cabral contextualiza os “tempos de retrocesso político e social, em que a verdade nua e crua do Estado de Exceção se torna a regra geral”. “Um desses princípios, abandonado em meio ao uso narcisístico da mídia e à montagem de esquemas privados de rádio-TV-jornais, foi exatamente o da democratização dos meios de comunicação”, demonstra.

No jogo dos milionários esquemas públicos e privados de comunicação, a manipulação da opinião é valiosa moeda política. O preço pago tem sido alto no Maranhão.

IMPERATRIZ: OMT-MA REALIZA OFICINA SOBRE MERCADO DE TRABALHO

Em parceria com o LAEPCI/UFMA e o Sindcelma, evento discute mercado de trabalho e a questão do trabalhador florestal na região 

O OMT-MA (Observatório do Mercado de Trabalho no Maranhão) realiza no próximo dia 19 de outubro, às 17h30, oficina sobre mercado de trabalho em Imperatriz. O evento conta com a parceria do LAEPCI (Laboratório de Estudos e Pesquisa sobre Cidades e Imagem), da UFMA, e do Sindcelma (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Celulose e Artefatos do Sul do Maranhão) e será realizado no auditório do campus da UFMA/Centro em Imperatriz.

Na ocasião, será feita uma breve apresentação dos estudos desenvolvidos pela equipe do OMT-MA entre 2016 e 2017, bem como do boletim sobre mercado de trabalho em Imperatriz. Logo em seguida, uma mesa redonda intitulada “Mercado de trabalho no campo maranhense e a questão do trabalho florestal” apontará as principais características e transformações recentes no mercado de trabalho agropecuário no Maranhão, com ênfase em estudos focados no trabalhador florestal bem como a reestruturação produtiva na colheita de eucalipto na Pré-Amazônia.

Participam do evento o coordenador geral do OMT-MA, prof. Dr. Marcelo Sampaio Carneiro, e o coordenador técnico, prof. Dr. Tadeu Teixeira, além de alunos, pesquisadores e bolsistas do observatório e da rede de pesquisa sobre o mercado de trabalho no Maranhão, como o prof. Jesus Marmanillo, da UFMA de Imperatriz, com sua equipe de alunos e professores envolvidos em atividades de pesquisa na região. A parceria com o Sindcelma, que será representado pelo seu presidente, Anthony Dantas, trará riqueza ao debate uma vez que propõe o diálogo da pesquisa junto às entidades representativas dos trabalhadores e movimentos sociais na região.

Mais informações e/ou interesses de entrevista, falar com Flávia Moura (21) 981046288 – coordenadora organizacional do OMT-MA.

O quê? Oficina OMT-MA em Imperatriz

Quando? 19 de outubro, às 17h30

Onde? Auditório Campus da UFMA em Imperatriz/Centro

Aberto ao público; não precisa de inscrição prévia.

PROGRAMAÇÃO

17:30 – Apresentação do OMT/UFMA

Prof. Dr. Tadeu Gomes Teixeira

17:50 – Apresentação do Boletim sobre mercado de trabalho de Imperatriz

Prof. Dr. Tadeu Gomes Teixeira

18:20 – Debate

19:00 – Mesa redonda sobre o mercado de trabalho no campo maranhense e a questão do trabalhador florestal.

– Principais características e transformações recentes no mercado de trabalho agropecuário no Maranhão

Prof. Dr. Marcelo Sampaio Carneiro

 – Características do processo de trabalho na atividade florestal na MRH de Imperatriz

Lia Renata Gomes

 – O trabalhador florestal e a reestruturação produtiva na colheita de eucalipto na Pré-Amazônia

Adriano da Costa Carvalho

20:00 – Debate

NOVA FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA DO TRÂNSITO JÁ ESTÁ FUNCIONANDO EM FASE DE TESTE

Até o dia 10 de novembro, os novos equipamentos de fiscalização eletrônica do trânsito na cidade estão funcionando em fase de teste. Instalados pela Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT), os fotosenssores e barreiras eletrônicas cumprem um papel importante na organização do tráfego, pois contribuem para a redução dos índices de acidentes, conferindo maior segurança a condutores e pedestres. O novo sistema começou a ser testado no dia 10 de outubro.

Com os investimentos no sistema de fiscalização do trânsito, o principal objetivo do poder público municipal é coibir infrações como avanço de sinal vermelho e ultrapassagem do limite máximo de velocidade nas vias urbanas. A ação visa também contribuir para redução do número de acidentes de trânsito na cidade, protegendo, assim, a vida dos cidadãos.

O secretário municipal de Trânsito e Transporte, Canindé Barros, explica que esse período de testes é utilizado para ampliar o alcance das informações acerca do novo sistema. “O objetivo desse período de teste é fazer com que os condutores observem melhor as regras do trânsito, especialmente os limites de velocidades nos principais corredores da cidade. Durante essa fase, a proposta é intensificar a divulgação das informações e alertar os condutores”, ressalta o titular da SMTT.

EQUIPAMENTOS

Ao todo, 30 fotossensores encontram-se distribuídos nas avenidas Daniel de La Touche, Colares Moreira, Guajajaras, Santos Dumont, Lourenço Vieira da Silva, Marechal Castelo Branco, São Luís Rei de França e Carlos Cunha. Durante esse período de teste dos equipamentos, a multa não será computada em pontos na Carteira Nacional de Habitação ou taxa referente à norma de trânsito.

Após o período de teste, as infrações identificadas pelos equipamentos passam a ser consideradas e efetivamente computadas. “Por isso, durante esses 30 dias, estamos alertando os condutores para que estejam conscientes do início do funcionamento do novo sistema de fiscalização”, reforçou o titular da SMTT.

Com o novo sistema, o trânsito de São Luís passará a ser monitorado pela Central de Controle de Operações que funcionará integrada à Central de Controle do Transporte. O modelo, já utilizado no trânsito de outras cidades, permite uma fiscalização mais efetiva, pois usa imagens de câmeras instaladas nas vias para observar o cumprimento das normas de trânsito, como o uso do cinto de segurança, a utilização irregular da faixa de transporte, o uso de celular ao volante, dentre outras.

Foto: Mauricio Alexandre

DIFERENÇAS BRUTAIS: A RIQUEZA DE POUCOS NO BRASIL

Veja a reportagem de Marina Rossi (El País) sobre a concentração de poder e dinheiro no Brasil.

Em tempos de cortes no orçamento, desemprego, inflação e fome, a reportagem é uma reflexão sobre os sentidos do capitalismo.

No Brasil de ódio à esquerda e repúdio ao socialismo, a leitura serve de reflexão para as pessoas que são ardorosas defensoras do livre mercado como única narrativa possível no mundo. 

Veja abaixo:

Seis brasileiros concentram a mesma riqueza que a metade da população mais pobre

Estudo da Oxfam revela que os 5% mais ricos detêm mesma fatia de renda que outros 95% Mulheres ganharão como homens só em 2047, e os negros como os brancos em 2089.

MARINA ROSSI

São Paulo 25 SEP 2017 – 13:27 BRT

Jorge Paulo Lemann (AB Inbev), Joseph Safra (Banco Safra), Marcel Hermmann Telles (AB Inbev), Carlos Alberto Sicupira (AB Inbev), Eduardo Saverin (Facebook) e Ermirio Pereira de Moraes (Grupo Votorantim) são as seis pessoas mais ricas do Brasil. Eles concentram, juntos, a mesma riqueza que os 100 milhões mais pobres do país, ou seja, a metade da população brasileira (207,7 milhões). Estes seis bilionários, se gastassem um milhão de reais por dia, juntos, levariam 36 anos para esgotar o equivalente ao seu patrimônio. Foi o que revelou um estudo sobre desigualdade socialrealizado pela Oxfam

Quem são os seis brasileiros que possuem a mesma renda que a metade mais pobre do Brasil

Vergonha da desigualdade

Brasil despenca 19 posições em ranking de desigualdade social da ONU

Demissão após a maternidade: “Não cometi nenhum erro. Eu só gerei uma vida”

O engenheiro que quer transformar a periferia onde cresceu

O levantamento também revelou que os 5% mais ricos detêm a mesma fatia de renda que os demais 95% da população. Além disso, mostra que os super ricos (0,1% da população brasileira hoje) ganham em um mês o mesmo que uma pessoa que recebe um salário mínimo (937 reais) – cerca de 23% da população brasileira – ganharia trabalhando por 19 anos seguidos. Os dados também apontaram para a desigualdade de gênero e raça: mantida a tendência dos últimos 20 anos, mulheres ganharão o mesmo salário que homens em 2047, enquanto negros terão equiparação de renda com brancos somente em 2089.

Segundo Katia Maia, diretora executiva da Oxfam e coordenadora da pesquisa, o Brasil chegou a avançar rumo à correção da desigualdade nos últimos anos, por meio de programas sociais como o Bolsa Família, mas ainda está muito distante de ser um país que enfrenta a desigualdade como prioridade. Além disso, de acordo com ela, somente aumentar a inclusão dos mais pobres não resolve o problema. “Na base da pirâmide houve inclusão nos últimos anos, mas a questão é o topo”, diz. “Ampliar a base é importante, mas existe um limite. E se você não redistribui o que tem no topo, chega um momento em que não tem como ampliar a base”, explica.

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MAIS DE DEZ MUSEUS ESTARÃO ABERTOS NO DIA DAS CRIANÇAS

Uma opção de lazer que alia conhecimento e diversão pode ser encontrada nesta quinta-feira, 12, Dia das Crianças, nos diversos espaços de cultura vinculados à Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur). Abertos a partir das 9h neste feriado, os museus oferecem uma ampla visão da produção maranhense no campo da sua arte, cultura e história.

Réplicas de dinossauros e espaço interativo

Curiosidades sobre dinossauros no Museu de Arqueologia

Um ótimo lugar para levar a criançada é o Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão. Dividido em dois andares o Museu conta com a parte de Paleontologia, onde se encontram réplicas de dinossauros, fósseis e espécies da pré-história do Maranhão. O segundo andar conta com peças de cerâmicas, artefatos pré-coloniais, objetos de usos dos povos indígenas. Outra atração do local é o espaço interativo que utiliza diversos recursos tecnológicos para contar a história das etnias que originaram o povo maranhense.

História e Arte

Outro programa para levar a família e conhecer um pouco mais da história e cultura do Maranhão são os museus Histórico e Artístico, Arte Sacra, Palácio dos Leões e Convento das Mercês. São casas que oferecem  exposições e mostras permanentes apresentando ao visitante diversas coleções de mobiliário, pintura, escultura, documentos, fotografias e gravuras. 

Cultura popular

Convento das Mercês oferta arquitetura e História

Mais que um simples passeio, visitar as casas de cultura é um mergulho no universo rico das tradições. Espaços como Centro de Cultura Popular, Museu Casa de Nhozinho e Casa do Maranhão mantém um rico acervo das mais variadas expressões da cultura popular e da produção maranhense, nas suas formas peculiares de criar, de comer, de festejar e sonhar. 

Neste feriado o Museu Casa de Nhozinho acrescentou à sua grade de atividades o projeto “Brinquedos e brincadeiras populares: A arte de brincar no Maranhão”. Além de visitações à exposição permanente “Brinquedos populares no Maranhão”, serão realizadas atividades educativas com brinquedos e  brincadeiras antigas, contações de histórias, rodas de cantigas e cinema.

Forte Santo Antônio

A mais nova casa de cultura do Maranhão, o Forte Santo Antônio, próximo ao Espigão da Ponta D’areia, em São Luís, também é uma ótima opção de lazer neste feriado do dia das crianças. O espaço fica localizado num dos mais belos pontos turísticos da cidade.

No local o visitante pode conhecer o Museu de Embarcações e exposição com 18 tipos de embarcações tipicamente maranhenses por meio de maquetes que reproduzem em escala o original. Diferenciadas de outras pela originalidade de suas formas, as embarcações maranhenses tradicionais fazem parte do patrimônio cultural da cidade. Outra atração do Forte são os canhões originários da França e instalados no século XIX. Tanto os canhões como a estrutura original que sustentava o farol foram inteiramente restaurados.

Museu de Alcântara

No Museu Casa Histórica de Alcântara acontece uma programação especial no feriado. Contação de histórias, visitações e jogos culturais vão movimentar o dia das crianças. Outra atração será o ‘Circuito da Diversão’, com jogos da memória para estimular a concentração, jogos de adivinhação, jogos do balão, amarelinha e o jogo do pote que tem como finalidade estimular a percepção e avaliar a atenção da criança na visita pelo museu.

No museu Casa do Divino, também haverá contação de histórias para ampliar o imaginário da criançada. O espaço ainda oferecerá oficinas de desenho e um momento de interação envolvendo música e dança.

Veja a lista de museus que irão funcionar no feriado.

Centro de Pesquisa e Historia Natural e Arquelogia
Rua do Giz, 59, Praia Grande, São Luís 

Museu Histórico e Artístico do Maranhão
Rua do Sol, 302, Centro, São Luís

Convento das Mercês
Rua da Palma, 502 – Desterro, São Luís

Museu de Arte Sacra
Av. Pedro II, s/n, Centro, São Luís

Palácio dos Leões
Av. D. Pedro II, Centro, São Luís

Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho
Rua do Giz, 205/221 – Praia Grande, São Luís

Casa de Nhozinho
Rua Portugal, 185, Praia Grande, São Luís 

Casa do Maranhão
Rua do Trapiche, s/n Praia Grande – São Luís

Forte Santo Antônio
Espigão Costeiro da Ponta D’Areia

Museu Histórico de Alcântara
Praça da Matriz, Centro, Alcântara

Casa do Divino – Alcântara
Rua Grande, 88, Centro, Alcântara

TEATRO: COMPANHIA MIRAMUNDO APRESENTA “CAIS DA SAGRAÇÃO” , INSPIRADO NA OBRA DE JOSUÉ MONTELLO

Peça será apresentada às 15h para escolas
e às 20h para público em geral

Em outubro, o espetáculo Cais da Sagração, adaptação do livro homônimo de Josué Montello, será apresentado nos dias 17 e 18, às 15h para escolas e às 20h para público em geral, no Teatro Alcione Nazaré. Serão cobrados ingressos no valor de R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia), que poderão ser adquiridos na bilheteria do teatro ou através dos integrantes da Companhia Miramundo Produções.

Montado em 2012, a companhia foi premiada com o Edital São Luís em Cena. O espetáculo foi remontado com o objetivo de homenagear o centenário de aniversário do renomado escritor maranhense. Ao término do espetáculo, haverá um bate-papo com os atores e a diretora da companhia sobre o processo e a dramaturgia do espetáculo.

A adaptação faz parte do repertório da Companhia MiraMundo Produções Culturais. É interpretado pelos atores Carlos Costa, Diana Mattos, Jyesse Ferreira, Rickson Melo e Jura Mendes.

A adaptação do romance, direção, sonoplastia e cenografia são de Michelle Cabral. A iluminação é de Nina Araújo e a operação de luz de James Lopes. A contraregragem será realizada por Nanny Ribeiro. A produção executiva é da Mará Cult Produções, da produtora cultural Andressa Cabral e a trilha sonora original é de Alan Fonseca.

Enredo

Ambientada na década de quarenta, a história traz como personagem principal Mestre Severino, barqueiro que realiza o transporte de passageiros da cidade de Alcântara a São Luís. Em uma de suas viagens Mestre Severino conhece Vanju, mulher de vida fácil que sobrevive prostituindo-se no baixo meretrício, na região do Desterro, no Centro Histórico de São Luís. Apaixonado, Mestre Severino se entrega ao matrimônio e a partir desta união um mundo tão misterioso e profundo como o mar que banha a ilha de São Luís é apresentado ao público.

Duração: 60 minutos

Classificação: 14 anos

Ficha Técnica:

Espetáculo: Cais da Sagração

Autor: Josué Montello

Atores: Carlos Costa (Mestre Severino); Diana Mattos (Lourença); Jyesse Ferreira (Vanjur); Rickson Melo (Pedro) e Jura Mendes (Padre Dourado)

Adaptação e direção: Michelle Cabral 

Caracterização, adereços e figurinos: Jura Mendes

Trilha sonora original: Alan Fonseca

Iluminação: Nina Araújo

Sonoplasta: Michelle Cabral

Operador de iluminação: James Lopes

Contra regra: Nanny Ribeiro

Cenografia: Michelle Cabral

Produção Executiva: Mará Cult Produções

Assessoria de Comunicação: Andressa Cabral
Designer Gráfico: Viny B. Oliver

Serviço:

O quê: Espetáculo Cais da Sagração

Onde: Teatro Alcione Nazaré

Quando: 17 e 18 de outubro (terça e quarta-feira)

Horário: às 15h para escolas e às 20h para público em geral

*Os ingressos, no valor de R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia), serão vendidos na bilheteria do teatro e pela produção. Contato: (98) 98191-0384

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