EMISSORA DE TV ACUSA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS DE TRÁFICO DE CRIANÇAS

Fonte: Painel Político

Reportagem da TVi durou 7 meses e analisou mais de 10 mil documentos sobre adoções ilegais envolvendo a igreja de Edir Macedo

Uma das mais importantes emissoras de TV da Europa começou a exibir o programa “O Segredo dos Deuses”, uma investigação feita pela equipe da TVi sobre um suposto esquema de adoções ilegais comandado pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), do bispo Edir Macedo.

As crianças teriam sido levadas de Portugal através de uma rede internacional de adoções ilegais. A série de reportagens, com 10 episódios, vai ser exibida em duas semanas (de segunda a sexta) no horário nobre da TV portuguesa e promete abalar as estruturas da IURD.

De acordo com informações de produtores, a Universal teria acionado políticos brasileiros para tentar impedir a produção e exibição da reportagem.

Leia mais e assista ao primeiro episódio AQUI

COMEÇA HOJE A FISCALIZAÇÃO DAS FAIXAS EXCLUSIVAS

Depois da prorrogação do prazo em mais 30 dias, a Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT), dá início nesta sexta-feira (15) à fiscalização das faixas exclusivas para ônibus, táxis com passageiro e veículos preferenciais como ambulâncias e viaturas.

Desde a instalação da fiscalização eletrônica, a população teve um prazo total de 60 dias para se adaptar às modificações, que têm o objetivo de promover maior segurança e fluidez ao trânsito, beneficiando especialmente os usuários do transporte coletivo.

 As faixas foram implantadas nas avenidas Rio Branco, Colares Moreira e Cajazeiras. Com a nova regra de uso, só poderão trafegar nos trechos demarcados ônibus, táxi com passageiros, ambulâncias, viaturas da Polícia e da SMTT. Os demais veículos podem apenas convergir à direita nos pontos sinalizados.

O uso indevido das faixas exclusivas incorre em infração gravíssima, com multa de R$ 293,00 e sete pontos na carteira de habilitação. A fiscalização também se estende aos ônibus, pois os veículos que saírem da faixa exclusiva também serão multados pela infração cometida.

EMANUEL MIGUEZ DEFENDE UNIÃO DOS ENGENHEIROS NAS ELEIÇÕES DO CREA-MA

As eleições à presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão (Crea-MA), nesta sexta-feira (15), prometem muita disputa. Concorrem ao cargo sete candidatos: Paulo Rogério, Berilo Macedo, Eufrázio Bezerra, Rogério Carlos, Walter Sousa, Vilson Dias e Rita de Cássia Cunha.

A novidade é a proposta apresentada pelo engenheiro civil Emanuel Miguez, que atualmente ocupa o cargo de presidente do Clube de Engenharia do Maranhão (CEM), propondo a união das oposições e continuidade do trabalho de quitação das dívidas do conselho, iniciada na atual gestão.

A votação acontecerá em urnas eletrônicas, instaladas em 21 mesas de votação, sendo 6 urnas localizadas no Multicenter Sebrae, em São Luís, e uma mesa em cada uma das inspetorias do Crea, localizadas nos municípios de Grajaú, Timon, Santa Inês, Presidente Dutra, Pinheiro, Pedreiras, Imperatriz, Codó, Chapadinha, Caxias, Barreirinhas, Barra do Corda, Balsas, Bacabal e Açailândia.

Para Miguez, todos os candidatos de oposição têm méritos e capacidade para assumir o cargo de presidente do Crea-MA, mas ele considera necessária uma candidatura de oposição de consenso e sugere o nome do engenheiro civil Vilson Dias.

E essa união das forças de oposições, segundo Miguez, deve assumir o compromisso de dar continuidade ao trabalho de negociação e formalização das dívidas antigas e atuais do Crea-MA, iniciado na atual gestão do engenheiro mecânico Cleudson Campos.  “É preciso somar forças para que os engenheiros defendam seus direitos com eficiência e credibilidade”, acentuou.

Emanuel Miguez acredita que o Crea-MA tem de voltar a ser uma entidade com credibilidade na sociedade e atuante na defesa da engenharia e dos engenheiros. “E para isso é preciso união”, frisou.

O Crea-MA, segundo, Miguez precisa aperfeiçoar, de forma urgente, o atendimento presencial e virtual aos profissionais das engenharias, fortalecendo o Setor de Fiscalização do exercício profissional para combater o exercício ilegal da profissão.  

Ele defende, também, que o Crea-MA tem de apoiar as entidades associativas, sindicais e de ensino que compõem o plenário do conselho. E deve colocar em prática programas e campanhas nas áreas de atualização profissional, em parceria com as entidades na área da engenharia.

O Crea-MA, segundo Miguez, tem de se unir ao sistema formado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (Creas) e entidades da área de engenharia na defesa da revisão imediata e modernização da Lei Geral de Licitação 8.666/93 e fim do Pregão e do RDC para contratação de obras, projetos e serviços de engenharia.

Sistema Confea/Creas

Na esfera nacional, Miguez disse que o Sistema Confea/Creas precisa, também, resgatar a sua credibilidade para poder participar das discussões dos grandes temas do país. “É o momento do Sistema Confea/Creas opinar e intervir quando o assunto envolve questões ligadas a engenharia nacional, que estão na pauta do dia”, sugeriu. 

Miguez defende uma reestruturação do Sistema Confea/Creas, que foi instituído em 1933 e regido por uma lei de 1966. “O Sistema Confea/Creas funciona dentro de um modelo com mais de 50 anos, que precisa ser renovado e atualizado para atender às demandas dos engenheiros. O momento é este e o Crea-MA, se nos unirmos, pode ser um exemplo para o Brasil”, apontou.

LICITAÇÃO SELECIONA EMPRESA PARA AQUISIÇÃO DE 70 KITS PARA RÁDIOS COMUNITÁRIAS

Fonte: Secretaria de Comunicação e Assuntos Políticos (Secap)

Mais um passo importante foi dado pelo Governo do Estado rumo à implementação de uma política de democratização da informação no Maranhão. A ação ocorreu no começo da tarde de terça-feira (12), após a Comissão Setorial de Licitação (CSL) da Secretaria de Estado de Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap) definir a compra de kits transmissores de comunicação para rádios comunitárias, reestruturando e equipando os veículos em todas as regiões do Estado.

Mesa de som será um dos itens do kit

A empresa vencedora da licitação na modalidade Pregão Presencial do tipo Menor Preço Global foi a Vilela de Conde. 

“A conclusão do processo licitatório para aquisição dos equipamentos, que compõem o kit de comunicação, é mais um passo importante para a concretização da política de apoio às rádios comunitárias desenvolvida pelo governo Flávio Dino, contribuindo significativamente para o processo de democratização da mídia no estado”, afirma o secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira, Robson Paz.

O kit de Comunicação é composto por itens como transmissor FM 25W, antena Plano Terra, cabo montando 50m, mesa de áudio 4 canais, microcomputador, antena Parabólica com receptor e dois microfones, entregues já no primeiro semestre de 2018. O valor fixado no leilão para a consecução do objeto é de R$ 797.000,00.

“Para nós é uma imensa satisfação realizar um certame que entendemos como uma Política Pública que visa apoiar entidades que contribuem com a educação da população maranhense. A sessão foi tranquila, transparente e contou com a boa vontade das empresas para o bom andamento e a prevalência do interesse público”, resume o presidente e pregoeiro da Comissão Setorial de Licitação da Secretaria de Estado de Comunicação e Articulação Política (Secap), Gerson Menezes Rogério.

ORIENTAÇÕES ÀS RÁDIOS

As inscrições para rádios comunitárias do Maranhão receberem kits de Comunicação foram prorrogadas até o dia 28 de dezembro. A data final era 15 de dezembro, mas a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) pediu mais tempo para que todos os interessados possam participar. 

O edital para a entrega dos kits foi lançado pela Secap. O objetivo é que as rádios comunitárias possam melhorar a estrutura e a programação, intensificando o diálogo democrático com a população maranhense. 

Com base no edital, 70 Organizações da Sociedade Civil receberão apoio por meio de distribuição de Kits de Comunicação Comunitária. “É uma iniciativa inovadora que possibilitará às rádios comunitárias, que estejam com suas outorgas asseguradas, um conveniamento com o Estado para que possam melhorar seus equipamentos, e, dessa maneira, melhorar também a performance de suas programações. É uma efetiva e concreta parceria do Governo do Maranhão com as rádios comunitárias do Estado”, diz o secretário de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos, Márcio Jerry.

Também a pedido da Abraço, a comissão de seleção vai ter um participante da associação. “A participação da Abraço vai conferir ainda mais democracia e transparência no processo de seleção das rádios comunitárias, que já estabelece critérios técnicos bem rigorosos”, diz Robson Paz.

TRIBUTO SONORO AO POETA BANDEIRA TRIBUZI SERÁ LANÇADO NO MUSEU HISTÓRICO

Bandeira e a lua, por Diego Dourado

CD “Pão Geral” tem direção artística de Celso Borges e reúne 14 faixas com a participação de vários artistas da música brasileira, entre eles Zeca Baleiro, Rita Benneditto, Chico Maranhão, Monica Salmaso, Bruno Batista, Josias Sobrinho e João Pedro Borges. A direção musical é de Alê Muniz, Luiz Júnior e Zeca Baleiro. O álbum é uma realização da Guarnicê Produções e do Mavam (Museu da Mémória Áudio Visual do Maranhão). Lançamento será nesta quinta, dia 14 de dezembro, no Museu Histórico e Artístico, às 19h, com leitura de poemas de Tribuzi e performance de Júlia Emília.

O poeta Bandeira Tribuzi completaria 90 anos em 2017. O CD Pão Geral faz uma releitura musical de vários de seus poemas e tem a participação de mais de 25 artistas, entre cantores e compositores: Zeca Baleiro, Rita Benneditto, Chico Maranhão, João Pedro Borges, Bruno Batista, Flávia Bittencourt, Sérgio Habibe, Beto Ehongue, Preto Nando, Mochel, Luciana Simões, Chico Saldanha, Josias Sobrinho etc, além de participações especiais das cantoras Monica Salmaso e Susana Travassos. O projeto gráfico é assinado por Claudio Lima, a partir de ilustrações do poeta e artista visual Diego Dourado.

A escolha dos versos musicados no disco obedeceu ao critério de aproximação dos textos com o formato de canção. A maioria traz os poemas na íntegra, mas em algumas faixas foram feitas edições e colagens de estrofes; e em duas delas a criação de refrões, sempre com o objetivo de enriquecer o resultado final da música. Os créditos ao final de cada poema/letra informam detalhadamente essas interferências.

“Pão Geral” reafirma a musicalidade na poética de Bandeira Tribuzi, artista nascido em São Luís em fevereiro de 1927. Um homem plural: marxista, humanista, jornalista, compositor, economista e, principalmente, poeta, que viveu intensamente seus 50 anos e morreu no dia do aniversário da cidade que tanto cantou, em 8 de setembro de 1977.

“Pão Geral evidencia a importância de Bandeira Tribuzi, poeta que optou em permanecer em sua cidade natal a partir de 1946, depois de viver dos três aos 19 anos em Portugal, e leva às gerações presentes e futuras possibilidades de diálogos com os seus livros e versos”, afirma Celso Borges, que levou quase dois anos para realizar o trabalho.

Perfil – Bandeira Tribuzi, pseudônimo de José Tribuzi Pinheiro Gomes, nasceu em São Luís em 2 de fevereiro de 1927 e morreu em 8 de setembro de 1977. Filho de pai português, viveu em Portugal dos três aos 19 anos. Ali foi seminarista da ordem dos Franciscanos e formou-se em economia na Universidade de Coimbra. Ao chegar a São Luís, em 1946, trouxe com ele as sementes do modernismo português de Fernando Pessoa e José Regio, além de influências de poetas modernistas brasileiros, principalmente Carlos Drummond de Andrade, Mário de Andrade e Manuel Bandeira. Este último inspirou o pseudônimo que adotaria como escritor. 

Ao lado de Lucy Teixeira, Lago Burnett, José Sarney, Corrêa da Silva e José Bento, entre outros escritores, fez parte de um movimento difundido através da revista A Ilha. Seu livro de estreia, Alguma Existência (1948) é considerado o primeiro com dicção modernista no Maranhão. Nas décadas seguintes, além de lançar várias obras: Rosa da Esperança (1950), Safra (1961), Pele e Osso (1970), Breve Memorial do Longo Tempo(1977) etc, atuou com destaque como economista, jornalista e compositor. Marxista, foi preso pelo Golpe Militar de 1964.

PÃO GERAL – Tributo a Tribuzi

Lançamento dia 14 de dezembro, às 19h

Museu Histórico e Artístico – Rua do sol, centro da cidade 

Com leitura de poemas e performance de Júlia Emília.                                 

Realização: Guarnicê Produções e Museu da Memória Audio Visual do Maranhão (Mavam)

Direção artística – Celso Borges  

Direção musical – Alê Muniz, Luiz Júnior, Tuco Marcondes, Swami Jr. e Zeca Baleiro                                                             

Artistas participantes: Alê Muniz, Beto Ehongue, Bruno Batista, Célio Muniz, Celso Borges, Chico Maranhão, Chico Nô, Chico Saldanha, Claudio Lima, Fauzi Beydoun, Flávia Bittencourt, Giordano Mochel, João Paulo, João Pedro Borges, João Simas, Josias Sobrinho, Kleuton Silva, Lobo Siribeira, Luciana Simões, Luiz Claudio, Luiz Júnior, Madian, Marcos Magah, Monica Salmaso, Nosly, Preto Nando, Rita Benneditto, Rui Mário, Serginho Carvalho, Sérgio Habibe, Swami Jr., Susana Travassos, Tuco Marcondes e Zeca Baleiro.

Mixagem e masterização: Leonardo Shina

Gravado em São Luís (Sonora Studio e Querosene Studio) e São Paulo (Duaudio, Markondz e Parede Meia), entre agosto de 2016 e agosto de 2017

SEQUÊNCIA FINAL DO ÁLBUM

  1. Declaração – Zeca Baleiro
  2. Rosa – Sérgio Habibe e Rita Beneditto
  3. Soneto XVI – Susana Travassos
  4. Exílio – Fauzi Beydoun e Luciana Simões
  5. Balada da Praia dos Lençóis – Monica Salmaso e Chico Maranhão
  6. Balada do Marinheiro – Giordano Mochel
  7. Pão Geral – Josias Sobrinho
  8. Canção (Pérola Fina) – Flávia Bittencourt
  9. LutoLuta – Madian e Marcos Magah
  10. Fonte do Ribeirão – Alê Muniz e Chico Nô
  11. Samba Coral – Preto Nando
  12. Poema Concreto – Loopcínico
  13. Tropicália 3 – Bruno Batista e Claudio Lima
  14. Louvação – João Pedro Borges e Luiz Jr

Pão Geral

(Josias Sobrinho e Bandeira Tribuzi)

Amo o tempo. Amo a terra. Meu

coração está maduro de vida!

Amo os brancos rebanhos, o céu

amo a nuvem no rio refletida.

Amo o campo e o trigo que cresceu

para ser pão na mesa oferecida.

Amo a silvestre fruta recolhida

pela mão animal que a recolheu.

Amo ser Deus do paraíso puro

onde em nítido mar, o peixe leve

desliza como em nós passam os dias

e mais amo sonhar campos sem muro

e longa se fazer a vida breve

crescida das humanas alegrias.

(Poema XVII, do livro Safra – 1961; Obra Poética – 2002)

Declaração

(Zeca Baleiro e Bandeira Tribuzi)

Entrego minha alma ao céu de abril e à rebeldia.

Não quero ser guardado

Numa antologia.

Ó que Deus me guarde

de ficar fechado

numa antologia.

Quero que meus versos

teçam a alegria

e corram nas ruas

como pão na vida.

que eles desabrochem

na mão do meu filho

em rosa de amor

aos ventos se abrindo.

Não quero meus versos

numa antologia.

Quero-os rolando

caminhos e dias

na boca do povo:

rosa da esperança

vermelha e florida.

(Do livro Íntimo Comício; publicação póstuma – Obra Poética, 2002; verso de abertura: fragmento de Alguma Existência – 1948)

ANA JANSEN: A PRÉ-HISTÓRIA DA CAEMA ASSOMBRA O ITALUÍS

O Italuís nos tempos de Ricardo Murad

Quando o governador Flávio Dino (PCdoB) sugeriu a hipótese de sabotagem na entrega da obra de duplicação do Italuís, logo me veio à mente a personagem Ana Jansen.

Ela faz parte da pré-história da Caema, contada em fatos e lendas. Considerada a Rainha do Maranhão, a poderosa líder política Ana Jansen detinha o monopólio da água no século XIX.

O empreendimento consistia na venda de água em carroças puxadas a burro, um lucrativo negócio tocado por um exército de escravos que transportavam o líquido pelas ruas de São Luís.

Por volta de 1850, o Governo da Província autorizou a criação da Companhia de Águas do Rio Anil, concorrente no mercado de recursos hídricos controlado por Ana Jansen.

Famosa pelas perversidades contra os adversários, ela teria mandado colocar gatos mortos e apodrecidos nos depósitos do concorrente, espalhando a notícia da contaminação na água do rival.

A sabotagem funcionou e a Companhia de Águas do Rio Anil, faliu.

O Italuís a caminho da duplicação

Nos últimos 50 anos, atravessando os séculos XX e XXI, as companhias de água e de energia (Cemar), assim como todos os outros serviços e empresas públicas e privadas no Maranhão, ficaram sob o controle da família liderada por José Sarney.

A Companhia de Águas e Esgotos, transformada em Companhia de Saneamento Ambiental (Caema), serviu para enriquecer muitos políticos de variadas tendências e grupos.

Em retrospecto, essa é a realidade concreta:

1 – Há uma herança maldita no Maranhão que não é fácil consertar;

2 – A Caema foi historicamente sucateada;

3 – E o governo Flávio Dino (PCdoB), na pressa de mostrar resultados, acabou atropelando prazos e a pressão da água vazou para a política;

Sobrevivente de vários processos de sucateamento e corrupção, a Caema estava em boas mãos, sob a direção do advogado Davi Telles, que vinha reestruturando a gestão da empresa.

Nova adutora rompida passa por reparos

Ocorre que, por força dos acordos eleitorais da coalizão que elegeu Flávio Dino, a Caema teve de ser entregue ao deputado federal Weverton Rocha, o proprietário do PDT e candidato a senador, oficializado na chapa da reeleição do governador em 2018.

Davi Telles foi substituído por Carlos Rogério Araújo, ex-titular da SMTT (Secretaria de Trânsito e Transporte) da Prefeitura de São Luís, controlada pelo núcleo duro do PDT há 31 anos.

Pode ter sido aí a mudança de rumo na Caema: da água para o vinho, esta bebida que embrigada ainda mais os ambiciosos.

Retomando o capítulo da herança maldita, cabe mencionar a gestão de Ricardo Murad (PMDB), ex-super secretário de Roseana Sarney (PMDB), quando a Caema atingiu o fundo do poço.

Era a época dos canos enferrujados e dos constantes rompimentos que deixavam a população de São Luís semanas inteiras sem água.

Foi assim até que o Italuis ganhou as páginas dos jornais pelas relações perigosas do governo Roseana Sarney com o doleiro Alberto Youssef e as empreiteiras investigadas na operação Lava Jato.

No capítulo das empreiteiras, o pior ainda estava por vir. No auge da Lava Jato, cravejada de denúncias por desvio de dinheiro público, a Odebrehct, através da subsidiária Odebrecht Ambiental, começou a privatizar o sistema de abastecimento de água em várias prefeituras do Maranhão, através de contratos viciados, segundo denúncias do Sindicato dos Urbanitários.

Na região metropolitana de São Luís, os municípios de São José de Ribamar e Paço do Lumiar celebraram contratos com a Odebrecht Ambiental, atropelando os rituais básicos de elaboração dos planos de saneamento.

As licitações também foram viciadas, “praticamente sem concorrência”, denunciou o presidente do sindicato, José do Carmo Castro.

Segundo a entidade sindical, os vícios nos contratos tiveram a conivência das prefeituras e câmaras de vereadores, que operam os interesses do negócio bilionário da água no Maranhão.

O principal impacto da privatização é o aumento da conta de água dos usuários e ampliação da quantidade de serviços cobrados da população.

As contas de água já tiveram aumentos. Em São José de Ribamar e Paço do Lumiar, por exemplo, a população começou a reclamar das tarifas abusivas, majoradas em até 48,2% e 96,5%, respectivamente.

O bilionário comércio de água no Maranhão já chegou também nos municípios de Santa Inês e Timon.

Os contratos de privatização estendem-se por até 30 anos e miram apenas a zona urbana dos grandes municípios, ou seja, o “filé” do mercado da água.

Estrangulada na Lava Jato, a Odebrecht Ambiental foi vendida para a multinacional Brookfield Business Partners LP, a BRK, nova dona da água nos municípios contratados.

Eis um resumo do que vem a ser a “guerra” da água no Maranhão.

Em que pese a troca de comando na Caema, não há como negar que o governo atual está determinado a ampliar a oferta de água e melhorar as condições de saneamento no Maranhão.

Há muitas diferenças entre Flávio Dino e Ricardo Murad, que lançou hoje sua candidatura ao governo, com mais fome de dinheiro e poder do que nunca.

Tudo pode acontecer no Maranhão, mas eu não quero crer no fantasma de Ana Jansen assombrando o Italuís e o Palácio dos Leões.

HOJE: JOÃOZINHO RIBEIRO & CONVIDADOS CELEBRAM NOEL ROSA

O palco do Buriteco Café abre alas nesta segunda-feira (11), às 20h, para o show “Noel Rosa, sempre”, pilotado pelo cantor e compositor Joãozinho Ribeiro, na companhia de bambas da cena musical.

No bate-papo do Facebook, conversei com Joãozinho Ribeiro sobre a sua formação musical, a influência de Noel Rosa e detalhes do show. Confira, abaixo:

Qual a influência de Noel Rosa na sua formação musical?

Conheci primeiro as músicas, para só depois conhecer o compositor e a sua história, como era de praxe, pelas ondas do rádio, pela influência do meu pai. Noel marcou e tem marcado várias gerações de cantores e compositores, que continuam lhe redescobrindo, a cada interpretação das obras-primas lítero-musicais que nos deixou como legado. Sou fruto dessa maravilhosa influência.

O show vai explorar a polêmica entre Noel Rosa e Wilson Batista?

Haverá um espaço inevitável, onde esta dita “disputa” terá de aparecer, de forma natural…

Quem seria o Noel Rosa do Maranhão?

Diria que existe mais de um…creio ser um destes, sem sombra de dúvida…

Quais serão os seus convidados para o show?

Mais que convidados, diria cúmplices e parceiros: Josias Sobrinho, Lenita Pinheiro, Celia Maria, Gabriela Flor, Chico Saldanha, Thyenes Correa…Arlindo Carvalho, Celson Mendes, Arlindo Pipiu, Zezé Alves, Norton e o Núcleo de Chorinho…e algumas outras gratas surpresas que o nome Noel sempre faz aparecer...

E o repertório?

Todos os clássicos do Sr. Noel de Medeiros Rosa estarão dentro…

Qual música de Noel Rosa mais te marca?

Três Apitos!

SERVIÇO

Show Noel Rosa, sempre

Data: 11 de dezembro (segunda-feira)

Hora: 20h

Local: Buriteco Café, rua Portugal, 188, Centro Histórico, São Luís.

Imagem capturada no site https://ponteaereasl.wordpress.com/tag/cesar-teixeira/

UFMA É MAIS UMA VEZ A GRANDE VENCEDORA DO PRÊMIO FAPEMA

Prêmio Especial Fapema foi concedido ao professor Ed Wilson Araújo, do Departamento de Comunicação

Presidente da Fapema, Alex Oliveira, professor Ed Wilson Araujo e o secretário de Ciência e Tecnologia, Davi Teles na noite de premiação

A sede da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema) foi local de mais um grande resultado da Universidade Federal do Maranhão, quando a instituição teve o maior número de trabalhos premiados na solenidade do Prêmio Fapema 2017. A ocasião também foi das mais memoráveis na carreira do professor Ed Wilson Ferreira Araújo, do curso de Comunicação Social da UFMA, quando recebeu o troféu do Prêmio Especial Fapema. Além dele, outros 50 pesquisadores receberam, juntos, mais de R$ 200 mil em premiações, troféus e certificados por suas colaborações no desenvolvimento do Estado e da melhoria da qualidade de vida da população.

O Prêmio Fapema homenageou o jornalista e político Neiva Moreira, nascido em Nova Iorque do Maranhão, e, em 10 de outubro, se comemora o centenário de seu nascimento. Em vida, Neiva Moreira contribuiu com a democratização dos meios de comunicação na atuação política, além de ser o criador da Revista Cadernos do Terceiro Mundo, reconhecida no Brasil e em países da América Latina e África.

Mesmo indiretamente, Neiva Moreira foi um dos grandes influenciadores da trajetória profissional do professor Ed Wilson, que, na juventude, era leitor do periódico Cadernos do Terceiro Mundo. O docente, posteriormente, graduou-se em Jornalismo pela UFMA e se tornou doutor em Comunicação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Desde 1996, Ed Wilson, semelhante a Neiva Moreira, segue na busca pela democratização dos meios de comunicação, como militante do movimento de rádios comunitárias, colaborando, em 1998, com a criação da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Maranhão (Abraço-MA), onde hoje atua como presidente. Também é autor do livro “Rádios comunitárias no Maranhão: história, avanços e contradições na luta pela democratização da comunicação (Edufma). Produz e apresenta o programa “Revista Araruna”, aos domingos (9h às 10h), na rádio comunitária Araruna FM.

“Para mim, é uma grande alegria poder compartilhar com os lutadores e lutadoras que ajudaram a construir o movimento de rádios comunitárias e os movimentos sociais que atuam nesse campo. Neiva Moreira nos inspira muito por ter sido fundador da Revista Cadernos do Terceiro Mundo, e guardo comigo os ensinamentos dele e de cada comunicador e comunicadora popular do interior do Maranhão, onde ministrei, durante vinte anos, oficinas de capacitação em radiojornalismo, um contato fantástico que tive com todas essas pessoas. Divido esse prêmio com elas e com a Associação Brasileira de Rádios Comunitárias”, declarou o professor.

Premiações

Nesta edição, concorreram ao Prêmio Fapema estudantes do ensino médio, de graduação, mestres, doutores, pesquisadores, inventores, empresas inovadoras e pessoas que contribuíram para a preservação dos bens materiais e “saberes populares”, por meio de estudos, projetos e pesquisas que englobam diversas áreas da ciência, tecnologia e inovação. Além do Prêmio Homenagem Especial Fapema, a cerimônia prestou reconhecimento nas categorias Pesquisador Júnior, Jovem Cientista, Dissertação de Mestrado, Tese de Doutorado, Pesquisador Sênior, Periódico Científico, Jornalismo Científico, Inovação Tecnológica, Desenvolvimento Humano e Popvídeo Ciências.

A Fapema também homenageou personalidades com placas de Honra ao Mérito Científico-Tecnológico, em reconhecimento a pessoas que desenvolveram trabalhos em relevantes temas relacionados com a vida e o trabalho de Neiva Moreira. Na noite de gala da ciência do Maranhão, também foi concedida uma homenagem especial ao jornalista e docente do Departamento de Comunicação da Universidade Federal do Maranhão, Francisco Gonçalves, atual secretário de Estado de Direitos Humanos.

“A Fapema tem feito algo de extraordinário, que é a valorização de outras formas de produção de conhecimento. É muito singular esta edição, porque Neiva Moreira representa um outro campo de produção de conhecimento, que é o jornalismo, área que tem um papel importante do ponto de vista da construção de uma agenda pública e de visibilidade do campo científico”, pontuou Gonçalves.

Para o professor e pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação da UFMA, Allan Kardec, a solenidade foi um momento de nostalgia. “É uma alegria prestigiar os homenageados e premiados da nossa universidade. Como pró-reitor, também me faz lembrar os meus momentos no Prêmio em edições anteriores, quando também havia tido a alegria de ganhar um Prêmio Fapema”, declarou.

Para a reitora Nair Portela, o Prêmio Fapema é uma festa da ciência maranhense e dos pesquisadores. “A gente fica satisfeito, pois nossos pesquisadores sempre têm papel especial nessa premiação. Este ano, tivemos dois professores de Comunicação da Universidade com homenagem especial: Francisco Gonçalves, na área dos Direitos Humanos; e o professor Ed Wilson, pelo grande trabalho pelas rádios comunitárias. O reconhecimento da Fapema é o reconhecimento do Maranhão, por isso ficamos muito felizes pelos resultados e pelos investimentos à ciência no estado”, destacou.

Na ocasião, o presidente da Fapema, Alex Oliveira, destacou a evolução nos investimentos e no número de produções científicas maranhenses, que resultaram em melhores indicadores na educação e na produção de conhecimentos e tecnologia no Maranhão.

Veja aqui a lista dos premiados

Faça aqui o download das fotos 

Fonte: Ascom / Ufma

PRORROGADAS AS INSCRIÇÕES PARA KIT DE RÁDIOS COMUNITÁRIAS ATÉ 28 DE DEZEMBRO

As inscrições para rádios comunitárias do Maranhão receberem kits de comunicação foram prorrogadas até o dia 28 de dezembro. A data final era 15 de dezembro, mas a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Maranhão (Abraço-MA) pediu mais tempo para que todos os interessados possam participar.

O edital para a entrega dos kits foi lançado pela Secretaria da Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap), do Governo do Maranhão. O objetivo é que as rádios comunitárias possam melhorar a estrutura e a programação, intensificando o diálogo democrático com a população maranhense.

De acordo com o edital, 70 Organizações da Sociedade Civil (OSC) vão receber apoio por meio de distribuição de Kits de Comunicação Comunitária. Também a pedido da Abraço-MA, a comissão de seleção vai ter um participante da associação. “A participação da Abraço-MA vai conferir ainda mais democracia e transparência no processo de seleção das rádios comunitárias, que já estabelece critérios técnicos bem rigorosos”, diz o diretor-geral da Nova 1290 Timbira, Robson Paz.

O kit de Comunicação é composto por itens como transmissor FM 25W, antena Plano Terra, cabo montando 50m, mesa de áudio 4 canais, microcomputador, antena Parabólica com receptor e dois microfones, entregues já no primeiro semestre de 2018. O valor previsto para a consecução do objeto será de R$ 798.396,67.

“Com isso a gente consegue dar mais um passo importante e inovador para que se consiga efetivamente garantir a democratização da mídia no Estado”, afirma Robson Paz.

Pregão presencial

Os kits a serem entregues às rádios comunitárias vão ser adquiridos pelo Governo do Maranhão por meio de licitação, na próxima terça-feira (12), às 15h. A modalidade será Pregão Presencial do tipo Menor Preço Global.

A disputa será feita na sala de reunião do Palácio Henrique de La Rocque, 2º andar, na Avenida Jerônimo de Albuquerque, S/Nº , Calhau, em São Luís.

Na ocasião, será contratada empresa especializada para fornecer os kits transmissores, conforme especificado em edital disponível gratuitamente aos interessados no mesmo endereço acima, de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h.

Quem pode participar

Podem celebrar o termo as Organizações da Sociedade Civil com sede instalada no Estado do Maranhão, a partir dos seguintes critérios de seleção: antiguidade da operação da rádio comunitária, contada da data do Decreto Legislativo que a homologou; quantidade de apoiadores culturais; número de horas diárias de operação; qualidade dos equipamentos da Rádio Comunitária.

Podem participar também as emissoras com portaria emitida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC)

Um diferencial do edital é que as organizações que tiverem suas sedes localizadas em um dos 30 municípios atendidos pelo Plano Mais IDH terão prioridade, sendo dispensadas da fase classificatória, indo diretamente para a fase eliminatória.

Fonte: Secap / Secretaria de Comunicação e Assuntos Políticos

CONTRADIÇÕES DO DEPUTADO TIRIRICA

O deputado federal Tiririca (PR-SP) fez o primeiro e único discurso dizendo-se decepcionado com a vida parlamentar.

Neste Brasil de tantas ironias, o pronunciamento do palhaço foi sério, um ato de sisudez.

Carregado se sinceridade, ele fez um desabafo geral sobre a Câmara dos Deputados. Segundo o parlamentar, a casta federal mantida à base de privilégios pouco produz.

Em que pese a sinceridade do deputado, há de se colocar na balança outros condicionantes, a fim de fazer uma análise equilibrada.

Eleito duas vezes na faixa de 1 milhão de votos, Tiririca tinha todas as condições de se manifestar no plenário, independente das amarras partidárias, fazendo uso da palavra quando bem entendesse.

Mas, preferiu o silêncio.

Ele não se manifestou sobre nenhuma das votações que retiraram direitos do povo brasileiro.

Não lamentou, não se indignou, não se envergonhou, não disse nada sobre a corrupção, menos ainda sobre qualquer das votações que afetaram a população pobre.

Se ele é originário de base humilde, deveria usar o mandato para defender os pobres de todas as atrocidades perpetradas pelos deputados, nas inúmeras votações que massacraram os humildes.

No entanto, Tiririca preferiu o silêncio, algo estranho para quem é acostumado a falar, na condição de ator.

Mesmo que fosse para representar, seria honrado se ele fizesse o papel de defensor dos pobres e oprimidos. Porém, não o fez.

Preferiu o silêncio e, num único discurso, o desabafo.

Eu senti virtude nas palavras de Tiririca, mas esperava que ele fosse mais sincero durante os 7 anos que passou na Câmara dos Deputados.

Imagem: reprodução

 

Scroll To Top