INSCRIÇÕES ABERTAS PARA SEMINÁRIO NACIONAL “DESAFIOS ATUAIS DAS QUESTÕES AGRÁRIAS, URBANAS, AMBIENTAIS, INDÍGENAS E QUILOMBOLAS”

O Seminário Nacional do Grupo de Trabalho de Política Agrária, Urbana e Ambiental do Andes – Sindicato Nacional acontece de 23 a 25 de novembro, em São Luís, com atividades na UFMA Campus do Bacanga e em comunidades tradicionais da Ilha, no perímetro da Reserva Extrativista de Tauá-Mirim.

O evento deve unir professores de todo o país e militantes sociais para debater e conhecer estratégias de resistência e organização daqueles que tem resistido a deslocamentos forçados em nome do progresso e outras formas de violência contra estas populações.

A mesa de abertura, que tem como tema “Capitalismo e Natureza”, trará o professor Henri Acserald, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Além de professores e pesquisadores, as mesas do Seminário Nacional trarão também militantes sociais que partilharão suas experiências de resistência e luta. Entre eles, Inaldo Kum’Tum Akroá Gamela, Osmarino Amâncio, Cacique Nailton Pataxó, Fátima Barros, Helena Silvestre. Entre as atividades culturais, expressões das comunidades, como o Tambor de Crioula do Taim.

Inscrições aqui

Confira aqui programação do Seminário

ARTIGO DO BLOG REPERCUTE NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA: OTHELINO NETO REPUDIA ROBERTO ROCHA

O texto “Roberto Rocha não traiu ninguém” (veja aqui) foi usado como argumento pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), em longo pronunciamento na tribuna, no qual teceu um rosário de críticas ao senador Roberto Rocha (PSDB).

No seu discurso, o comunista repudiou a performance do tucano durante o depoimento do ex-diretor de Relações Institucionais da J&F, Ricardo Saud, na CPI da JBS, que investiga irregularidades em contratos entre a empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ricardo Saud havia “entregado” 15 governadores supostamente beneficiários de recursos da JBS, em 2014. Entre os 15 gestores mencionados, Saud não citou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), silêncio que deixou inquieto e irritado o senador maranhense.

Roberto Rocha fez pressão para que Saud falasse o nome de Flávio Dino, mas o depoente ficou calado. Diante da recusa, o próprio senador Roberto Rocha disse em alto e bom som que o 16º governador beneficiário de propina era Flávio Dino.

O posicionamento do senador teve grande repercussão na mídia local. Roberto Rocha, eleito em 2014 com apoio de Flávio Dino, rompeu com o ex-aliado e afirma que será candidato ao Governo do Maranhão em 2018.

Muitos analistas políticos do Maranhão afirmam que Roberto Rocha traiu Flávio Dino, argumento refutado no texto “Roberto Rocha não traiu ninguém”.

Logo no início do seu discurso, Othelino Neto reconhece: “Bem disse, bem escreveu o jornalista Ed Wilson Araújo, em uma postagem no seu blog. Alguns, como eu, que votei para senador, no hoje senador Roberto Rocha, alguns se sentem traídos. E o jornalista disse que os que se sentem traídos estão errados. De fato, o jornalista mostra que ele (Roberto Rocha) não traiu ninguém, que nós nos enganamos achando que ele teria melhorado, que ele teria se modernizado, até porque nós, cristãos, acreditamos que é possível se arrepender, que é possível se regenerar.”

 Para entender tudo, clique aqui para ler o texto “Roberto Rocha não traiu ninguém” e acima para assistir ao pronunciamento do deputado estadual Othelino Neto.

INDÍGENAS QUE PERMANECEM NA FUNAI DE SÃO LUÍS (MA) PODEM SOFRER DESPEJO EM SENTENÇA DESTINADA AO PRÉDIO DO INCRA

Fonte: Conselho Indigenista Missionário

Ocupação exige demarcação de terras e outras reivindicações. Foto: Andressa Zumpano

Os indígenas que permanecem na sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) em São Luís (MA), à espera da publicação da Portaria de criação do Grupo de Trabalho para a Identificação e Delimitação da Terra Indígena Akroá-Gamella, foram surpreendidos na manhã deste sábado, 11, por um aviso de reintegração de posse levado por agentes da Polícia Federal. A ordem, de acordo com Kum’tum Akroá-Gamella, é para ser cumprida no prédio do Incra, que não está ocupado ou interditado pelos indígenas – desde o final da tarde de quinta-feira, 9, os portões estão liberados. Por essa razão, ninguém assinou o ofício de comunicação do despejo.

Os órgãos federais possuem sedes distintas, mas estão num mesmo endereço. Isso não explica uma possível confusão. A reintegração foi uma promessa da Superintendência do Incra do Maranhão feita realizada na tarde de terça-feira, dia em que os indígenas fecharam os portões do complexo – protesto realizado até o final do expediente (18 horas). O superintendente do Incra, George Aragão, afirmou em entrevistas à imprensa que pediria à Advocacia-Geral da União (AGU) providências judiciais pelo despejo.  

“Desde quinta-feira, depois da segunda rodada de negociações com a Funai, nós liberamos o portão de acesso. Cumprimos nossa palavra tão logo nossa pauta teve algum avanço. Na sexta os funcionários do Incra não entraram porque não quiseram. Decidimos permanecer na Funai porque desejamos voltar para o nosso território com a portaria publicada, mas está tudo aberto e estamos aqui na casa de todo indígena”, explica Kum’tum Akroá-Gamella.

Permanecem na sede da Funai indígenas Akroá-Gamella, Krenyê e Tremembé. O ambiente é de tranquilidade e o acampamento está restrito ao pátio do órgão federal. Em harmonia com os indígenas, seguranças particulares controlam a entrada e a saída de pessoas. “Nos assustou porque não ocupamos o Incra. Não há nenhum crime em ficar aqui esperando por um trabalho que a Funai está fazendo em Brasília. Logo que a portaria seja publicada, voltamos pra casa”, afirma Diassis Akroá-Gamella.

O presidente da Funai, o general Franklimberg Ribeiro de Freitas, disse aos Akroá-Gamella que trata como irrevogável a decisão pela publicação do GT no Diário Oficial da União (DOU). Dos demais pontos que motivaram a mobilização de ocupação da sede do órgão indigenista, apenas a criação de um Núcleo de Direitos Sociais, atrelado à Frente de Proteção Etnoambiental Awá, foi atendido para acompanhar de perto os povos do norte do Maranhão – entre eles, os Akroá-Gamella e Tremembé.

“Quem pediu a reintegração, ou acha que não deveríamos estar aqui (na sede da Funai), não sabe da importância de voltarmos para o nosso território com essa portaria. No dia 30 de abril de 2017 sofremos um massacre. Aqui estão parentes que levaram tiros, tiveram as mãos decepadas, pauladas e são xingados e ameaçados todos os dias. Não deveríamos explicar porque decidimos esperar aqui por essa portaria e o que ela representa pro nosso povo”, explica Maria Akroá-Gamella.

A decisão segue pela permanência na sede da Funai. De acordo com Kum’tum Akroá-Gamella, o grupo está convicto de que a reintegração não será cumprida por conta de se tratar no Incra. “Repito, estamos na Funai. Apesar dessa sede ser do Incra, ela está alugada para a Funai. Se eu alugo a minha casa para alguém, não posso entrar nela a hora que eu quiser ou retirar dela quem lá esteja. Queremos dizer que não sairemos daqui sem a publicação do GT”, diz.

Histórico  

Um grupo de 100 indígenas dos povos Akroá-Gamella, Krenyê, Tremembé da Raposa e Gavião ocuparam na madrugada de segunda-feira, 6, a sede da Funai em São Luís, capital do Maranhão. A pauta estava dividida entre demandas fundiárias e sociais. Na terça-feira, 7, sem quaisquer respostas do órgão indigenista, a mobilização trancou os portões do complexo de escritórios que além da Funai abriga as sedes do Incra e da Embrapa. O protesto ocorreu até o final do expediente, neste dia.

Na quarta-feira, 8, o presidente da Funai, em contato telefônico, informou aos indígenas que a coordenadora Regional do órgão no Maranhão, Eliane Araújo, se reuniria com eles para informar que o GT Akroá-Gamella seria publicado, entre outras providências. Sem consenso quanto ao levado pela coordenadora, os indígenas fizeram uma série de solicitações para o encaminhamento do acordo. No dia seguinte, à tarde, uma nova reunião foi realizada e um documento foi definido.   

Apenas o Núcleo de Direitos Sociais e a criação do GT Gamella foram contemplados, mas as demais demandas acabaram movimentadas no interior da Funai – o que gerou frustração, sobretudo entre os Krenyê e os Tremembé, mas indicou, conforme os indígenas, que o caminho seguirá sendo o da mobilização. “Da nossa parte então decidimos ficar porque só vamos ficar completamente satisfeitos com o GT publicado. Precisa estar nas nossas mãos. Foram muitas palavras não cumpridas”, destaca Mandioca Akroá-Gamella.

As demais pautas

De acordo com decisão judicial, o órgão indigenista está obrigado a adquirir uma terra ao povo Krenyê, que hoje vive sobre um hectare, no município de Barra do Corda, passando por severas privações de água e alimentação. A área escolhida foi periciada e o proprietário está de acordo em vendê-la. Todavia, a Funai não realizou a compra e o presidente afirmou que não há recursos para efetivar a transação – o custo seria de 14 milhões. Tampouco houve um indicativo se no orçamento de 2018 entrará a despesa.

Sobre o fornecimento de cestas básicas aos Krenyê, que também conta com determinação da Justiça Federal desde 2012, a Funai alegou que o Ministério do Desenvolvimento Social sofreu cortes de verbas pela atual gestão do governo federal e está inviabilizada de fazer os envios. Todavia, informou que as tratativas seguem em curso, mas sem estabelecer nenhum prazo para a regularização da chegada das cestas ao povo que não consegue plantar por falta de água e, sobretudo por não ter terra.   

O órgão indigenista se comprometeu a abrir o processo administrativo para a regularização fundiária do povo Tremembé da Raposa. O município onde estão alojados estes indígenas, Raposa, fica na Ilha de São Luís. Os Tremembé, de acordo com documentos históricos que datam do período da colonização, sempre tiveram o costume de circular pelas terras do Maranhão a partir Ceará, da região de Almofala, onde há uma terra indígena do povo. Um dos núcleos familiares Tremembé se instalou de forma definitiva em Raposa pouco antes da década de 1950.  

Por essa razão, o número de indígenas em Raposa cresceu e hoje não é estipulado porque o receio de se assumir Tremembé pode colocá-los como vítimas de preconceito. “Mas nos organizamos e hoje lutamos por um território. Crescemos na cultura e queremos seguir com ela, a praticando sobre um chão sagrado. Desde 2003 estamos nessa luta. Em 2014 tivemos um reconhecimento enquanto povo e agora queremos avançar mais”, explica Rosa Tremembé. A Funai afirma que tomará providências para a realização da qualificação de demanda e, em seguida, iniciará o processo de identificação.  

Como grandes empreendimentos estatais e privados têm acossado terras indígenas no Maranhão, um outro ponto da pauta é o direito de consulta, expresso no artigo 6º da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). No caso Akroá-Gamella, por exemplo, a Eletronorte pretende passar linhões de energia sobre o território do povo. A Funai, por sua vez, garantiu que apoia o direito de consulta e fará gestão nesse sentido junto ao Estado brasileiro.

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ACONTECE EM SÃO LUÍS O I ENCONTRO DE TABELIÃES DE PROTESTO DO MARANHÃO

Com o objetivo de fomentar discussões relativas a evoluções e procedimentos do protesto de títulos e outros documentos de dívida, a fim de contribuir para a melhoria continuada dessa eficiente ferramenta de recuperação de crédito e, também, aproximar a população do serviço do protesto é que acontece, no próximo dia 17 de novembro, o I Encontro de Tabeliães de Protesto do Estado do Maranhão, no hotel Luzeiros.

O evento é uma realização do Instituto de Estudo de Protesto de Títulos do Brasil – Seção Maranhão (IEPTB-MA), em parceria com a Associação dos Titulares de Cartórios do Maranhão (ATC/MA) e Associação dos Notários e Registradores do Maranhão (ANOREG/MA).

O I Encontro de Tabeliães de Protesto do Estado do Maranhão vai oferecer aos participantes uma programação de alta qualidade, proporcionando um ambiente propício para o debate e a criação de conhecimento, tanto em nível individual, quanto em grupo.

Com duração de 10 horas/aula, o encontro terá a participação de profissionais renomados como Zenildo Bodnar, Doutor em Direito e em Ciências Humanas e Tabelião de Protesto em Curitiba; Paulo Uilan, Diretor da P21 Sistemas, que atuou na implantação da Central de Remessa de Arquivos (CRA) em 20 Estados e que trabalha com sistemas para cartórios de protesto desde 1990; Dr. Rafael Frank Cintra Store, Superintendente do IEPTB Seção Amazonas; Dr. Luiz Paulo Souto Caldo, Doutor em Ciências da Informação e Gestão pela PUC/SP; Duarte Júnior, Presidente do Procon Maranhão e do Viva Cidadão; Dr. Celso Belmiro, Presidente do IEPTB Seção Rio de Janeiro e do Colégio Notarial – Seção Rio de Janeiro e do Dr. Carlos Londe, Mestre em Direito pela Faculdade de Direito Milton Campos (FDMC) e Tabelião de Protesto na Comarca de Itamarandiba/MG.

Para participar do encontro basta acessar o site: www.protestoma.com.br e clicar no botão inscreva-se. Mais informações pelos telefones: (98) 3304-8117 / (98) 9 9218-2518 / (98) 9 9609-4818.

Quem participar do I Encontro de Tabeliães de Protesto do Estado do Maranhão, além de adquirir novos conhecimentos na área de protesto de títulos e outros documentos de dívida, fará uma boa ação. Todo o dinheiro arrecadado com as inscrições será destinado ao “Natal Solidário”, realizado pelo Convento das Mercês, para as crianças carentes da comunidade do Desterro, Centro Histórico de São Luís.

Sobre Cartório de Protestos

Existe uma estimativa de que uma pessoa física vai precisar dos serviços de um cartório pelo menos dez vezes em sua vida. Seja para registrar um nascimento ou morte, autenticar um documento, abrir uma firma, comprar um imóvel ou até mesmo para casar.

Dentro da enorme oferta de serviços oferecidos pelos cartórios, temos o de protesto de títulos e outros documentos de dívida. O cartório de protestos serve para protocolar os documentos de dívidas para cumprimento da obrigação, intimar os devedores, receber o pagamento, lavrar o protesto em caso de não quitação e expedir certidões.

O Estado do Maranhão possui atribuição de protesto em todos os seus 217 municípios. Em São Luís existem dois Cartórios de Protesto que ficam localizados no Centro e no Shopping do Automóvel no Calhau.

Sobre o IEPTB

Os Cartórios de Protesto, representados pelo Instituto de Estudo de Protesto de Títulos do Brasil, se apresentam como a mais eficiente ferramenta de recuperação de créditos do Brasil. No Maranhão, de todos os títulos apresentados através da sua Central de Remessa de Arquivos do Maranhão (CRA-MA) – 57% das dívidas apresentadas a protesto foram recuperadas em até 03 dias úteis, antes do protesto.

O IEPTB-MA tem como objetivo oferecer mecanismos de proteção ao mercado para combater os elevados índices de inadimplência existentes, colocando à disposição das empresas, entidades públicas e pessoas físicas, os serviços dos Cartórios de Protesto do Estado do Maranhão de forma clara, simples e eficaz. 

Em termos percentuais, o Protesto Extrajudicial recupera títulos e outros documentos de dívida ativa em cerca de 80% em até 05 anos, tempo em que o judiciário recupera apenas 13,19% dos créditos.

Só o Maranhão possui 220 cartórios, entre capital e interior, que trabalham com protesto. Qualquer pessoa física ou jurídica, detentora de um crédito não pago, ou título não aceito ou devolvido, como também, crédito não pago consubstanciado ou um documento de dívida pode dispor dos serviços de protesto.

SERVIÇO

O que: I Encontro de Tabeliães de Protesto do Estado do Maranhão.

Onde: Hotel Luzeiros, Rua João Pereira Damasceno, número 02, Ponta do Farol, São Luís.

Quando: 17 de novembro, das 8h às 18h

APOIO DE MICHEL TEMER A ROSEANA SARNEY TEM OBJETIVO MAIOR: A DISPUTA PRESIDENCIAL

Uma frase conhecida de Miguel de Cervantes, na obra Dom Quixote, serve para ilustrar o raciocínio desse texto: “E o vencedor é tanto mais honrado quanto mais o vencido é reputado.”

O fato de Flávio Dino (PCdoB) ter derrotado José Sarney (PMDB), um dos homens mais influentes da República, colocou o governador do Maranhão rapidamente em visibilidade nacional.

A longevidade do poder de José Sarney, beirando os 50 anos, já era um tema bastante explorado na mídia nacional. Sua derrota, portanto, passou a ser uma pauta apimentada, considerando ainda o choque geracional que motivou a eleição de 2014 no Maranhão.

Na condição de vencedor do vencido reputado, a honra de Flávio Dino foi às alturas, somando-se ao próprio perfil do governador, oriundo da elite judiciária brasileira e principal figura do PCdoB.

Flávio Dino ampliou a sua visibilidade midiática durante o impeachment da presidente Dilma Roussef (PT), quando se posicionou como principal advogado da petista e, simultaneamente, articulou uma aproximação com Lula.

Assim, o comunista maranhense entrou na agenda nacional, sabendo que as decisões tomadas na província passam necessariamente pelos poderes da República.

Ser a antítese de Sarney e o avatar de Lula constituem a dupla movimentação do governador para se posicionar na fila da agenda nacional, diante do vazio de lideranças políticas no chamado campo democrático.

Neste campo, no terreno das disputas presidenciais vindouras, a pergunta é: quem será o herdeiro do espólio de Lula?

Eduardo Campos (PSB) morreu, Ciro Gomes (PDT) parece ter um teto, Marina Silva (Rede) perdeu-se no meio do caminho e Marcelo Freixo ainda não alcançou a visibilidade necessária fora do Rio de Janeiro.

Flávio Dino está na fila. Manuela D’Avila é apenas um balão de ensaio.

Se for reeleito governador, em 2018, vai adiante. E pode avançar, caso tudo dê certo, apresentando-se ao Brasil como o homem que derrotou José Sarney e mudou a cara do Maranhão.

Trata-se de uma tarefa difícil, levando em conta que, para ganhar a eleição e governar, Flávio Dino faz alianças com a base do sarneísmo, agregando figuras como Waldir Maranhão, apenas para ficar em um exemplo.

Assim, o projeto de mudança profunda pode naufragar, visto que a base sarneista não está interessada em absolutamente nada que diga respeito a igualdade, democracia, justiça e direitos humanos.

Por isso, a condicional “se tudo der certo” para Flávio Dino tem de ser colocada na balança da análise do projeto nacional.

Considerando o exposto acima, José Sarney opera junto a Michel Temer para intervir no Maranhão. A candidatura de Roseana Sarney faz parte do jogo e pode crescer, caso o PMDB nacional assuma de fato a “operação eleitoral”.

Para impedir o vôo nacional de Flávio Dino, é necessário derrotá-lo agora. Portanto, a volta de Roseana Sarney ao cenário não é apenas um tema de interesse local. E pode se viabilizar, caso o PMDB nacional opere de forma intensiva. Como no Maranhão de antes, tudo passa por Brasília.

Computa-se também nesta avaliação a onda conservadora que move o mundo e o Brasil. O ódio à esquerda e à palavra “comunismo” é algo forte que vai influenciar no projeto de sufocar o governador do Maranhão, número um do PCdoB.

Roseana Sarney não é candidata apenas sob as bênçãos do pai José Sarney. É a candidata da direita conservadora, legítima representante da Casa Grande de Michel Temer et caterva.

NEABI/IFMA DIVULGA NOTA DE REPÚDIO AOS ATOS DE RACISMO CONTRA ESTUDANTES NO RIO DE JANEIRO

NEABI IFMA/Centro-Histórico: CONTRA QUALQUER FORMA DE RACISMO !!!!!

Na verdade o caso de racismo que acabou de acontecer no Rio de Janeiro com os alunos do IFMA se configurou como mais um entre tantos casos de racismo praticado dia e noite a séculos no seio da sociedade brasileira, que é sim conservadora, hipócrita e racista.

O combate ao racismo se espalhou por toda diáspora africana desde que seus descendentes na condição de escravos de uma cultura eurocêntrica da época usou de teorias cientificas biológicas e médicas para taxar todo o povo negro como uma raça inferior.

De lá pra cá foram muitos embates, muitas lideranças negras, movimentos sociais e culturais negros seja na arte ou na ciência se levantaram para dizer não a qualquer forma de preconceito racial.

Neste processo vimos que várias vozes do povo negro seja na ciência ou na arte se levantaram contra o apartheid social: Leila Gonçalez, Luís Gama, Luizão, Clementina de Jesus, Mandela, Martim Luther King, Spike Lee, Dandara, Maria Firmina, Mundinha Araújo, Abdias Nascimento, Milton Santos, Stuart Hall, Bob Marley, Peter Tosh, Sabotagem, Coxinho, Arte Nossa, Magno Cruz, Gerô, Negro Cosme, João do Vale, Jackson do Pandeiro, Itamar Assunção, Negra Li, etc.

Mesmo assim, o que ainda vemos no cotidiano da sociedade brasileira é um ataque ao povo negro seja nas periferias ou nas instituições. Ainda existe sim um sistema social de opressão a cultura negra, nossos jovens negros assim como as mulheres negras sofrem todos os dias também várias formas de violência.

Neste sentido, o Neabi do IFMA Centro Histórico repudia a forma como os estudantes do IFMA foram discriminados num evento no Rio de Janeiro durante esta semana. Devemos ficar atentos e repudiar toda a forma de discriminação às mulheres, crianças e jovens negros. Basta de Racismo. Basta de Racismo. Basta de Racismo. Viva todo o povo negro. Viva toda cultura negra. Viva todos os nossos ancestrais. Viva a África. Viva aos nossos estudantes negros do IFMA.

Junior Catatau

Artista Popular, Professor de Filosofia do IFMA, Mestre em Cultura e Sociedade pela UFMA, ex-presidente do grêmio do Cefet, ex- coordenador do DCE da UFMA, Membro do Conselho Nacional de Cultura, Coordenador do Neabi do IFMA/CH.

CURSO ENSINA COMO PREVENIR INCÊNDIO

A questão de segurança em condomínios de São Luís, principalmente no que se refere a prevenção de incêndio, é um assunto que ainda não está recebendo a devida ação da sociedade.

O assunto está sendo tema de debate e de cursos no Clube de Engenharia do Maranhão (CEM).

Nesta sexta-feira (10), começa o curso “Sistema de combate a incêndios nas edificações (Proteção Ativa e Passiva)”.

A promoção é do Clube de Engenharia do Maranhão (CEM), que está disponibilizando ao público, neste ano de 2017, uma série de cursos de atualização, sucesso de público e de qualidade.

O curso de prevenção a incêndios é ministrado pelo Eng. Civil Luís Hadade, pesquisador em Engenharia de Custos, pela UNESA /RJ, especialista em projetos de instalações prediais pelo IBAM/RJ e autor de mais de 500 projetos de instalações em diversas áreas do Brasil. I curso inclui exercícios normativos, aplicação prática e estudo de caso de obras locais e nacionais.

Inscrições de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, na sede do Clube, na Avenida dos Holandeses, Calhau, Edifício Century – 14° Andar. Informações pelos fones (98) 3303-4981 ou pelo whats (98) 9 8460-8965. Pagamento a vista tem desconte de 10%. As aulas são na sede do CEM, na Avenida dos Holandeses, Calhau, Edifício Century – 14° Andar.

A programação do curso é dividida em três módulos

Módulo 1

Proteção passiva no projeto arquitetônico e extintores de incêndio

15 horas

De sexta (10) e sábado (11).

Investimento: R$ 200,00 em até 5 vezes nos cartões

Módulo 2

Hidrantes

20 horas.

Datas: 23, 24 e 25 de novembro 

R$ 300,00 em até 5 vezes nos cartões

Módulo 3

Chuveiros Automáticos

20 horas

Datas: 30/11 e 01, 02/12

R$ 300,00 em até 05 vezes nos cartões

CENTRAIS SINDICAIS CONVOCAM GREVE GERAL

O Fórum Estadual de Luta Contra as Reformas, centrais sindicais e movimentos sociais vão realizar paralisações e mobilizações de várias categorias profissionais na greve geral desta sexta-feira, 10. A concentração será a partir das 5h, na barragem do Bacanga, em São Luís.

Além da concentração no Bacanga, outras ações foram definidas por várias categorias de trabalhadores para fortalecer a ação. Entre elas, os bancários decidiram retardar a abertura das agências em todo o Maranhão, além de fortalecer o ato em São Luís. Várias categorias já realizaram assembleias que aprovaram a participação nas atividades de sexta (10).

As manifestações têm o objetivo de denunciar e revogar a reforma trabalhista e a terceirização, a emenda do congelamento dos gastos sociais, impedir a reforma da Previdência e a destruição dos serviços públicos.

ATENTADO AO DIREITO DE GREVE

Os rodoviários, que iriam também paralisar atividades desde cedo, foram proibidos pela Justiça, que concedeu liminar à Prefeitura de São Luís – e não à entidade patronal da categoria – num claro cerceamento do direito de greve. A medida judicial e a ação da Prefeitura de São Luís foram duramente criticadas pelo conjunto dos trabalhadores, que não descartam ações mais efetivas contra a decisão judicial.

Fonte: Apruma

MATEMÁTICO DE ITAPECURU-MIRIM GANHA RECONHECIMENTO

A praça que leva o nome e traz exposto um busto do matemático maranhense, Joaquim Gomes de Souza, no município de Itapecuru, foi o palco, na manhã desta quarta-feira (08), para a solenidade que homenageou este grande nome escolhido como patrono do Biênio da Matemática.

O espaço foi tomado por pessoas da comunidade e, principalmente, por professores e estudantes das redes estadual e municipal de ensino que mergulharam no mundo da Matemática para descobrir os prazeres de lidar com os números e fórmulas que tanto encantaram Gomes de Souza, o notável itapecuruense que fez dos seus 35 anos de vida uma eterna busca pelo conhecimento.

As homenagens a Joaquim Gomes de Souza integram um conjunto de atividades da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e instituições parceiras para dar expressividade ao Biênio Matemática, ação do Governo Federal que tem entre seus objetivos incentivar o aprendizado da matemática e do raciocínio lógico, além de produzir e trazer para o país múltiplas experiências que gerem novas descobertas. 

O biênio marca a realização, pela primeira vez no Brasil, da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO)2017 e do Congresso Internacional de Matemática (ICM) em 2018. Em Itapecuru, o evento teve como parceiros a Prefeitura, Academia Maranhense de Letras (AML), Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes (Aicla) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Ifma) – campus Itapecuru-Mirim. 

O secretário de Estado de Educação, Felipe Camarão, presente na solenidade, destacou a importância de Gomes de Castro para o Maranhão e para o Brasil. “Esse é momento de reconhecimento, de homenagem e de inspiração por tudo o que Gomes de Souza representa para o Maranhão, o Brasil e o mundo, tanto que ele foi escolhido entre tantos matemáticos do mundo para ser o patrono desse evento internacional, que é o Biênio da Matemática. Isso é muito significativo para nós. Gomes de Souza nos incentiva a acreditar que todos somos capazes de ir além e de transformar a própria vida, e contribuir para o desenvolvimento da sociedade”, pontuou Camarão.

“Gomes de Souza inspira o Governo do Maranhão, que instituiu programas como o Mais Ideb, visando, também, fortalecer do ensino da Matemática, por meio da capacitação dos professores, do acompanhamento e avaliação dos estudantes”, finalizou o secretário.

O prefeito Miguel Lauande declarou que o Biênio da Matemática colocou a cidade de Itapecuru na cena Nacional. “Agradeço ao Governo do Estado pela sensibilidade em reconhecer a importância desse momento em que a biografia de Souzinha é resgatada e apresentada com mais força para nossos estudantes. O que queremos é que esse orgulho varonil contido na letra do hino desta terra, seja estendido a esse filho ilustre de Itapecuru, digno de honrarias pelo país e ao redor do mundo”, disse Miguel Lauande.

O Presidente da AML, Benedito Buzar, que também é Itapecuruense, ressaltou: “Este é um evento internacional. O mundo inteiro vive o Biênio da Matemática. E este evento traz o nome de um filho ilustre desta terra. O que desejamos é que isso sirva de estímulo para os nossos jovens, que eles se espelhem em Gomes de Souza, que saiu desta terra e foi escrever o seu nome na história do mundo”, ressaltou Buzzar.

Dez alunos de escolas das redes estadual e municipal de ensino receberam certificados de honra ao mérito, em reconhecimento pelo desempenho na matemática. Entre eles, Sheila Santana da Cruz dos Santos, aluna do C.E. Airton Senna, que foi destaque da escola em todos os desafios matemáticos realizados este ano.

“A Matemática é a disciplina que eu mais gosto na escola. Este ano, eu passei em todas as etapas da Olimpiada de Matemática e estou esperando o resultado final. Também tive um ótimo desempenho nos simuladões Mais Ideb. Gomes de Souza é minha inspiração por tudo o que ele é”, declarou a estudante.

“Quando resgatamos a história de notáveis, como o Gomes de Souza, estamos estimulando os nossos jovens para que passem a ver neste intelectual um referencial de vida e busca pelo conhecimento”,destacou a presidente da Academia Itapecuruense de Letras, Jucey Santos de Santana.

Joaquim Gomes de Souza

Joaquim Gomes de Souza nasceu em Itapecuru-Mirim, em 15 de fevereiro de 1829, filho de uma família próspera no cultivo de algodão. Souzinha, como era carinhosamente chamado, tornou-se bacharel em Ciências Físicas e Matemática pela Escola Militar do Rio de Janeiro, em 1848. No mesmo ano, defendeu a tese Dissertação sobre o Modo de Indagar Novos Astros Sem o Auxílio das Observações Diretas, recebendo o primeiro título de doutor concedido pela Escola Militar. 

Apresentou suas teorias na Royal Society of London, na Inglaterra e frequentou diversos cursos de Matemática na Universidade de Sorbonne (Paris). Gomes de Souza faleceu no dia 01 de junho de 1864.

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Na solenidade, o secretário Felipe Camarão anunciou que a cidade de Itapecuru será contemplada com uma escola de Educação Integral. O Centro de Ensino Airton Senna, que está sendo reformado, a partir de 2018 será transformado em um Centro Educa Mais. Outra novidade anunciada pelo secretário é que a escola que leva o nome de Gomes de Souza, e atualmente é cedida para a prefeitura, será definitivamente doado ao município.

Fonte: Secretaria de Comunicação e Assuntos Políticos

RESISTÊNCIA TUCANA NO MARANHÃO

Vice-governador Carlos Brandão promete recorrer à Justiça para manter o partido na base do governador Flávio Dino

PAZ E AMOR entre comunista Flávio Dino e o tucano Carlos Brandão

O PSDB do Maranhão passa por uma crise semelhante à vivida pelo PT em 2010, quando os petistas decidiram apoiar Flávio Dino (PCdoB), mas a intervenção do Diretório Nacional obrigou a legenda a marchar com Roseana Sarney (PMDB).

Depois da intervenção, uma ala do partido criou o movimento Resistência Petista, que seguiu com Flávio Dino, desobedecendo à orientação do comando nacional do PT.

Em 2017, os tucanos do Maranhão passam por situação parecida, acentuada após o ingresso do senador Roberto Rocha no PSDB. Com apoio do ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, o senador opera uma intervenção nacional no Maranhão.

Fato consumado. A intervenção vai garantir a candidatura de Roberto Rocha ao governo e um palanque maranhense à campanha presidencial do PSDB.

Os tucanos alinhados a Flávio Dino, a começar do vice-governador Carlos Brandão, esperneiam.

Bicudos palacianos prometem ir às barras da Justiça. “Já fizemos todos os processos administrativos, políticos e agora o terceiro é jurídico. Vai ser uma guerra. E estamos preparados”, assegurou Brandão.

DIFERENÇAS

Embora haja semelhanças entre os cenários do PT de 2010 e do PSDB de 2017, uma diferença é fundamental. A Resistência Petista se formou ainda na campanha, quando a eleição de Flávio Dino era incerta.

A Resistência Tucana ocorre dentro do governo Flávio Dino, desprovida de afinidade partidária, motivada unicamente pela comodidade dos cargos e expectativa da reeleição do governador.

Os tucanos do Palácio do Leões não vêem qualquer futuro na candidatura de Roberto Rocha.

Por isso preferem ficar com Flávio Dino, mesmo contrariando a direção nacional do PSDB.

É apenas uma questão de pragmatismo eleitoral e manutenção de cargos na máquina administrativa.

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