QUEBRA DA ESTABILIDADE DOS SERVIDORES PÚBLICOS AVANÇA NO CONGRESSO NACIONAL

Já passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), na quarta-feira (4/10), o PLS 116/2017, que regulamenta emenda constitucional aprovada no governo do então presidente Fernando Henrique cardosos (PSDB-SP), no final da década de 1990. A proposta acaba na prática com a estabilidade dos servidores concursados, ao instituir a possibilidade de demissão após duas avaliações negativas seguidas ou não obtenção de determinada média mínima ao longo de cinco anos.

O que foi aprovado na CCJ é um texto substitutivo do relator, Lasier Martins (PSD-RS), que não muda a essência do projeto original, da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE). As avaliações seriam anuais, feitas por uma comissão de três servidores, que inclui o chefe e alguém designado pelos Recursos Humanos.

O PLS 116/2017 terá que passar por outras três comissões antes de ir ao plenário: Assuntos Sociais; Direitos Humanos e Legislação Participativa; Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor.

A tramitação em mais de uma comissão – inicialmente a intenção da mesa diretora do Senado era submetê-lo apenas à CCJ – assegurou aos servidores um pouco mais de tempo para reverter a tendência de aprovação da proposta no Senado e na Câmara, por onde ainda terá que passar.

O funcionalismo busca organizar a resistência a esse e a outros projetos que eliminam direitos da classe trabalhadora. O Fórum das Entidades Sindicais Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) tem entre as suas reivindicações prioritárias deter os projetos que acabam com a estabilidade no emprego.

O movimento também se opõe ao PDV (Programa de Demissões Voluntárias), apontado como um instrumento voltado para a desarticulação e o esvaziamento dos serviços públicos.

A defesa do emprego integra as bandeiras que devem ser levadas às ruas no dia 27 de outubro, data indicada pelo Fonasefe para novos protestos contra as reformas e projetos do governo de Michel Temer.

Informações do Luta Fenajufe Notícias

PT AMPLIA ESPAÇO NO GOVERNO FLÁVIO DINO

O governo Flávio Dino (PCdoB) concretiza a partir desta quinta-feira (5) mudanças no comando de secretarias e órgãos públicos. 

Na Secretaria de Estado da Mulher, a ex-deputada federal Terezinha Fernandes (PT) assume o cargo, em substituição a Laurinda Pinto (PCdoB).

O delegado Lawrence Melo Pereira, recém-filiado ao PT, passa a ser presidente da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) e o atual presidente, José Artur Cabral Marques, assume a presidência da Companhia Maranhense de Gás (Gasmar).

Com as alterações, o PT passa a comandar três secretarias: Direitos Humanos (Francisco Gonçalves), Esportes (Marcio Jardim) e Mulher (Terezinha Fernandes), além da MOB, com o neopetista Lawrence Pereira.

A ampliação, no entanto, pode ter um revés. Comenta-se nos bastidores que a Secretaria de Esportes estaria sendo entregue ao DEM ou ao PR, visando agregar partidos no projeto de reeleição do governador Flávio Dino.

Se concretizada a saída de Marcio Jardim da pasta de Esportes, o PT volta a ter duas secretarias: Mulher e Direitos Humanos.

I SEMINÁRIO COMUNICAÇÃO E PODER NO MARANHÃO TERÁ DEBATE SOBRE MÍDIA EMPRESARIAL, COOPTAÇÃO E PATROCÍNIO GOVERNAMENTAL

O I Seminário Comunicação e Poder no Maranhão ocorrerá nos dias 24 e 25 de outubro, no auditório central da UFMA, campus do Bacanga, em São Luís. As atividades iniciam (24) com uma exposição fotográfica e seguem com três mesas de debate, oficina de audiovisual, sorteio de livros, exibição de filmes e esquetes teatrais (veja abaixo a programação completa).

A participação no evento é livre. Inscrição gratuita, com direito a certificado, pode ser feita no endereço https://goo.gl/forms/FPIv2xG2Q69RshKt2 ou na sede da Apruma, na Área de Vivência, no Campus do Bacanga. Haverá também inscrição para monitores pelo fone (98) 9 8408- 8580. As vagas para monitores são limitadas.  

O evento vai reunir profissionais de comunicação, indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco, ativistas, sindicatos, pesquisadores, pastorais sociais, comunicadores populares e estudantes para dialogar sobre o cenário da comunicação no Maranhão. A mesa de abertura terá como tema as relações entre mídia empresarial, concentração de poder, patrocínio governamental e cooptação da imprensa. Ao final do evento, será divulgada uma carta aberta sistematizando os principais temas abordados. Os palestrantes são do Maranhão, Rio de Janeiro e São Paulo.

A oficina será realizada por integrantes do Coletivo Pavio, de São Paulo, e será voltada para vídeo-reportagem (inclusive com o uso do celular), utilizando teorias e técnicas do cinema popular, do jornalismo de guerrilha e do documentário.   

Os organizadores do I Seminário “Comunicação e poder no Maranhão” são Jornal Vias de Fato, Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço-MA), Coletivo Nódoa, Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão, CSP-Conlutas, Sindicato dos Bancários, Blog Buliçoso, Movimento de Defesa da Ilha de São Luís, Carabina Filmes, Casa 161 (residência artística) e da Apruma, entidade que representa os professores da Universidade Federal do Maranhão e que estará também assinando os certificados.   

Entre os apoiadores está o Observatório de Experiências Expandidas em Comunicação (OBEEC/UFMA), além de pastorais sociais, grupos de estudos universitários, defensores dos direitos humanos, coletivos, movimentos e sindicatos. O seminário tem o apoio pedagógico do Núcleo Piratininga de Comunicação e da Sociedade Maranhense de Mídia Alternativa e Educação Popular Mutuca.

A festa de encerramento será regada a reggae, no bar Odeon Sabor e Arte (Centro Histórico), organizada pela Casa 161 Residência Artística. 

Veja, abaixo, a programação completa:

I Seminário Comunicação e Poder no Maranhão

Data: 24 e 25 de outubro de 2017

Local: Auditório Central da UFMA

 Programação:

Dia 24/10 (terça-feira)

8h – Credenciamento

8h30 – Abertura da exposição fotográfica “Tentaram nos enterrar, mas não sabiam que éramos sementes”, da Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão. 

9h30 – Saudação dos organizadores

10h – Mesa de debate com o tema “Mídia empresarial, concentração de poder, patrocínio governamental e cooptação da imprensa”.

Mediadora: Flávia Regina Melo – Jornalista, trabalhou em TV e jornal. Fez assessoria no setor público e privado. Foi Secretária de Estado da Comunicação no Maranhão e uma das fundadoras da Revista Parla. Hoje edita o Blog Buliçoso.

Debatedores

Gustavo Gindre – Jornalista e integrante do Coletivo Brasil de Comunicação Social (Intervozes) de São Paulo. Especialista em regulação da atividade cinematográfica e audiovisual. Foi membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil.

Gil Quilombola – É um dos articuladores do Movimento Quilombola do Maranhão (Moquibom). Em 2012, recebeu, no Rio de Janeiro, o Prêmio João Canuto de Direitos Humanos, entregue pelo Movimento Humanos Direitos (MHuD). 

Emilio Azevedo – Jornalista, autor de livros-reportagem. Em 2006, em São Luís, foi um dos organizadores do Vale Protestar, movimento que associou teatro popular e comunicação alternativa. É um dos fundadores do Vias de Fato.

14h – Sorteio de livros

14h30 – Mesa de debate com o tema “Participação social, orçamento público e democratização da comunicação”.

Mediador: Cláudio Mendonça – É professor do Colégio Universitário (Colun/UFMA) e atual diretor de Relações Sindicais da Apruma, o sindicato dos professores da Universidade Federal do Maranhão, seção do Andes-SN.

Debatedores

Claudia Santiago – Jornalista e historiadora, integra a coordenação do Núcleo Piratininga de Comunicação (Rio de Janeiro), instituição que é referência no estudo da comunicação popular e sindical, no Brasil.

Wagner Cabral da Costa – Historiador, professor da Universidade Federal do Maranhão, pesquisador da estrutura oligárquica maranhense. Foi presidente da Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos (SMDH).

Saulo Arcangeli – É sindicalista. Um dos coordenadores do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do MPU do Maranhão (Sintrajuf) e membro da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular.

19h – Exibição de filmes:

Tocar fogo no mudo – linchamento Gamela, de Andressa Zumpano, Ana Mendes e Cimi (Conselho Indigenista Missionário).

Em busca do bem viver, de Murilo Santos, com produção das Pastorais Socais.

Dia 25/10 – Quarta-feira

8h – Sorteio de livro

9h – Oficina

Esta oficina será realizada por dois jornalistas, Caio Castor e Pedro Ribeiro Nogueira, da Agência Pavio (São Paulo). Será uma atividade voltada para vídeo-reportagem (inclusive com o uso do celular), utilizando teorias e técnicas do cinema popular, do jornalismo de guerrilha e do documentário. Tem o objetivo de fortalecer o surgimento de novas/os comunicadoras/os populares, ajudando a desconstruir a figura vertical do comunicador, propondo a ação audiovisual como ferramenta de mobilização e transformação social. 

14h – Sorteio de livros

14h30 – Mesa de debate com o tema “Os desafios de uma comunicação popular”

Mediadora: Marivania Furtado – Cientista social e professora. É coordenadora do Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Lutas Sociais, Igualdade e Diversidade (Lida), da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e Coordenadora da Licenciatura Intercultural Indígena.

Debatedores

Rosenilde Gregório (Rosa) – É quebradeira de coco, uma das fundadoras do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) e hoje faz parte da coordenação desta organização. Na década de 1980, esteve entre as primeiras mulheres a entrar no sindicalismo rural do Maranhão, se impondo diante do machismo vigente.

Ed Wilson Araújo – Jornalista e professor do Curso de Rádio e TV da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). É o atual presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias no Maranhão (Abraço-MA). Editor do Blog do Ed Wilson (edwilsonaraujo.com.br).

Kum`tum Akroá Gamela – Agente pastoral, foi coordenador da Comissão Pastoral da Terra no Maranhão (CPT-MA). Indígena Gamela, vive hoje novamente na Baixada maranhense, lutando ao lado do seu povo, pela retomada das terras que lhes foram roubadas.

Pedro Ribeiro Nogueira – Jornalista, um dos fundadores da Agência Pavio (São Paulo). Trabalhou, entre outros, para o Portal Terra, Plataforma Cidades Educadoras, jornal Le Monde Diplomatique e nas revistas Sem Terra e Caros Amigos.

18h – Leitura da carta do I Seminário Comunicação e Poder no Maranhão

19h – Festa “Reggae Resistência”, evento de encerramento do I Seminário Comunicação e Poder no Maranhão, organizada pela Casa 161 Residência Artística, no Odeon Sabor e Arte, com shows de Núbia e da Banda Casarão Verde. O ingresso da festa será R$ 20,00, com meia para estudantes (R$ 10,00). Os ingressos para a festa podem ser adquiridos, antecipadamente, no site https://www.sympla.com.br/reggae-resistencia__196809

Organização:

Jornal Vias de Fato; Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço-MA), Coletivo Nódoa, Apruma/Andes-SN, Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão, CSP-Conlutas, Sindicato dos Bancários, Blog Buliçoso, Movimento de Defesa da Ilha de São Luís, Carabina Filmes, Casa 161 (Residência Artística).

Apoio Pedagógico:

Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Lutas Sociais, Igualdade e Diversidade (Lida) da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA); Núcleo Piratininga de Comunicação (Rio de Janeiro) e Sociedade Maranhense de Mídia Alternativa e Educação Popular Mutuca.

Apoio:

Caritas Brasileira, Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Comissão de Direitos Humanos da OAB-MA, Comissão Pastoral da Terra (CPT-MA), GEDMMA (UFMA), Gepes (UFMA), Irmãs de Notre Dame, Justiça nos Trilhos, MIQCB, Moquibom, Nera (UFMA), Nuruni (UFMA), Observatório de Experiências Expandidas em Comunicação (ObEEC/UFMA), Quilombo Urbano, Rádio Boa Notícia (Balsas), Rede Amiga da Criança, Sinasefe/Maracanã, Sinasefe/Monte Castelo, Sindsalem, Sindsep e Sintsprev.

2° PEDAL KIDS PROMETE ANIMAR A CRIANÇADA NA RESERVA DO ITAPIRACÓ

Evento é realizado por ciclistas voluntários que se organizam em São Luís para divulgar a paixão pelo esporte e ajudar quem precisa

No próximo dia 8 de outubro a área de recreação da Reserva do Itapiracó vai estar cheia de bicicletas em uma atividade que reúne diversão e cuidado com a saúde. A segunda edição do Pedal Kids tem como objetivo divulgar o ciclismo como modalidade recreativa ideal para uma prática saudável ao ar livre e auxiliar famílias carentes em São Luís.

Reunindo as crianças em uma divertida brincadeira onde o mais importante é pedalar, o 2° Pedal Kids vai contar com uma prova de ciclismo com 6km, além de aulas de zumba ao ar livre, apresentação de palhaços, lanches e outras atrações. Para participar basta se inscrever em um dos postos oficiais (Clici Peças no Parque Vitória, Jota Cicli no Cohatrac, Hélio Peças no João de Deus ou diretamente com a coordenação do evento). No ato da inscrição o interessado colabora com R$ 5,00 mais um brinquedo ou 1kg de alimento não perecível.

Cada inscrito receberá um dia antes (07/10) um kit do evento com camisa e uma garrafinha. A distribuição dos kits acontecerá às 16h na Reserva do Itapiracó onde também participarão de um bingo.

O Pedal Kids nasceu no ano de 2016 e já na sua primeira edição contou com cerca de 1800 inscrições e mais de 250 pessoas que participaram do evento. Com os donativos arrecadados três instituições de acolhimento e outras famílias foram beneficiadas. A atividade é uma ótima pedida para quem está à procura de programação para a Semana da Criança.

O quê?: 2° Pedal Kids

Quando: 08 de outubro de 2017

Onde: Reserva do Itapiracó

Horário: a partir das 8h

Contato: Carliane Sousa (Organizadora)

Telefone: (98) 9.8300-1818

SEMINÁRIO MARCA AS COMEMORAÇÕES DOS 100 ANOS DA REVOLUÇÃO RUSSA

Considerado um dos eventos mais importantes da história contemporânea, a Revolução Russa completa cem anos em 2017. Para celebrar a data, a seção maranhense da Fundação Maurício Grabois realiza nos dias 10 e 11 de outubro, no auditório “Padre Antônio Vieira”, do Centro Cultural Convento das Mercês, em São Luís, o seminário “100 anos da Revolução Russa (1917-2017) – legado e lições”.

As inscrições para o evento são gratuitas, porém limitadas. Para participar basta enviar email para graboismaranhao@gmail.com, digitando no campo “assunto” a palavra “inscrição”, informando no corpo do email nome completo, cargo ou profissão, instituição, endereço postal e email. O evento dá direito a certificado de 12h, mas apenas para aqueles que se inscreverem e mantiverem frequência em todo o seminário.       

O programa do seminário abordará a trajetória de um século desse grandioso evento histórico e suas repercussões no Brasil e no mundo. O legado científico e cultural da Revolução, as tendências atuais da grande crise do capitalismo e a nova luta pelo socialismo também são temas que integram a programação do evento.

No transcorrer do seminário serão lançados os livros “100 anos da Revolução Russa, legados e lições” (vários autores); “Governos Lula e Dilma: o ciclo golpeado – Contexto internacional, realizações, lições e perspectivas” (vários autores), e “Lênin – Presença da Revolução” (vários autores).

Ecos da Revolução Russa no Brasil e no mundo

A Revolução Russa marcou a entrada definitiva do socialismo na história mundial. Em outubro de 1917 os trabalhadores russos, organizados politicamente, alcançavam o poder de Estado de forma inédita e iniciavam, pela primeira vez, a construção de uma nova sociedade. Os ecos daquele acontecimento inspiraram uma torrente de mudanças revolucionárias que, ao longo das últimas décadas, alcançaram os mais longínquos rincões do planeta.

O surgimento do socialismo alimentou no Brasil e no mundo a esperança de um futuro livre da exploração, da opressão e da miséria. A experiência soviética teve repercussão em todo planeta e impactou a formação dos Partidos Comunistas em todos os países, inclusive a criação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), fundado em 1922.

A revolução influenciou lutas reivindicatórias e revolucionárias ao redor do globo, e a formação da noção de cidadania a partir de um conjunto de direitos que devem ser assegurados pelo poder público, como educação, saúde, moradia e trabalho.

SERVIÇO

O quê: Seminário 100 anos da Revolução Russa (1917-2017) – legado e lições

Quando: 10 e 11 de outubro

Onde: Convento das Mercês

 Contato: Fábio Palácio, presidente da Fundação Maurício Grabois/MA – (11) 99328-4212

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA CONCURSO ARTÍSTICO E LITERÁRIO JOSUÉ MONTELLO

Estão abertas as inscrições para o Concurso Artístico e Literário Josué Montello: Vida e Obra, promovido pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur). O objetivo é incentivar produções artísticas e literárias de estudantes, a partir da vida e obra do autor maranhense Josué Montello. 

Os estudantes podem inscrever produções artísticas e literárias nas modalidades: redação, poesia, desenho e fotografia. As inscrições devem ser feitas até o dia 6 de novembro, por meio do envio dos documentos previstos no edital (www.educacao.ma.gov.br/concurso-artistico-e-literario-josue-montello/), junto com o formulário de inscrição específico por modalidade, para o e-mail premiojosuemontello@adm.ma.gov.br. 

As três produções melhores colocadas de cada modalidade serão premiadas com mil reais e livro, e as escolas cujos estudantes forem premiados receberão um prêmio de R$ 4 mil, recurso que deverá ser utilizado para a qualificação do espaço e acervo da biblioteca escolar, bem como para a realização de atividades artísticas e culturais na escola com foco na leitura, letramento e produção artística.

Josué Montello

O jornalista, professor, romancista, cronista, ensaísta, historiador, orador, teatrólogo e memorialista maranhense Josué Montello nasceu em São Luís do Maranhão, em 21 de agosto de 1917, onde passou sua infância e juventude. Filho de Antônio Bernardo Montello, de origem italiana, e de Mância de Souza Montello, de origem portuguesa.

Foi agraciado com 12 prêmios literários, um Fardão de Imortal da Academia Brasileira de Letras, no dia 4 de julho de 1955, ocupando a cadeira nº. 29, fundada por Arthur Azevedo e que tem como patrono Martins Pena.  Membro da Academia Maranhense de Letras desde 1948 e sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.

Acumulou uma coleção de títulos e funções entre eles o de Reitor da Universidade Federal do Maranhão. Foi considerado um clássico de nossa literatura com muitos livros traduzidos no exterior, bem como versões cinematográficas de duas de suas novelas.

A obra literária de Josué Montello eleva-se a 160 títulos em vários gêneros, entre eles: romances, ensaios, crônicas, história, história literária, discursos, antologias, educação, novelas, teatro, biblioteconomia, literatura infantil e juvenil, memórias, prefácios, edições para cegos e cinema. Faleceu em 15 de março de 2006, aos 88 anos no Rio de Janeiro, onde vivia. Seu corpo está enterrado no cemitério São João Batista, naquela capital.

OBRA DO NÚCLEO DE ARTES DA UFMA, ORÇADA EM R$ 12 MILHÕES, ESTÁ ABANDONADA DESDE 2015

A construção paralisada e superfaturada do prédio da nova biblioteca da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) gerou indignação e outras denúncias nas redes sociais sobre obras abandonadas ou mal acabadas no campus do Bacanga, em São Luís.

Placa do governo federal ornamenta sala inconclusa do Núcleo de Artes
Anúncio embalou a eleição para a Reitoria

Uma delas é o Núcleo de Artes, lançado com pompa e até placa da ordem de serviço, em 16 de dezembro de 2014, onde seriam instalados os cursos de Música, Teatro e Artes Visuais. Três anos depois, resta apenas um monte de escombros. A construção interrompida está localizada atrás do Centro de Convenções. Em 2015, a obra já estava paralisada em 26% do total, segundo o Relatório de Gestão da Ufma 2015, por falta de recursos. (veja aqui, na página 116).

A construção era de responsabilidade da Engepec (Engenharia, Gerenciamento, Planejamento e Consultoria Ltda), orçada em R$ 12.757.088,26 (Doze milhões, setecentos e cinquenta e sete mil, oitenta e oito reais e vinte e seis centavos), segundo o resultado da concorrência nº 14/2014, de 28 de agosto de 2014.

Segundo a Ufma, a Engepec recebeu um total de R$ 3.328.405,57 (Três milhões, trezentos e vinte e oito mil, quatrocentos e cinco reais e cinquenta e sete centavos) durante os primeiros dez meses de obra, entre dezembro de 2014 e outubro de 2015.

A promessa de construção do Núcleo de Artes e de outras obras teve papel fundamental na geração de expectativas durante o processo eleitoral para a Reitoria da Ufma, em 2015, embalando o sonho de um prédio onde haveria salas especiais, cinema, teatro, área para exposições e auditório, entre tantas outras espacialidades.

O desenho arquitetônico da obra tem o formato de um avião, mas apenas uma “asa” foi iniciada. 

HISTÓRICO

Projeto foi adaptado para contemplar os três cursos

Segundo o professor do Curso de Música, Daniel Lemos Cerqueira, o projeto do Núcleo de Artes começou a ser elaborado em 2006, em uma convergência de interesses da Reitoria e do Departamento de Artes. O projeto inicial, no entanto, não atendia às necessidades que viriam a ser geradas nos cursos de Música, Teatro e Artes Visuais e passou por adequações. “Então essas demandas todas fizeram a gente rever o projeto e de novo a gente chamou o arquiteto, fizemos um documento com as adaptações necessárias e o projeto voltou para a administração da Universidade encaminhar a licitação”, detalhou Daniel Lemos.

As adequações ao projeto original foram sistematizadas no documento “Análise sobre o Projeto do Núcleo de Artes”. Apenas para o Curso de Música, deveriam contemplar os seguintes espaços: Laboratório de Pianos Eletrônicos; Laboratório de Violão; Laboratório de Percepção Musical, Harmonia e Análise (duas, devido à quantidade de disciplinas); Laboratório de Musicalização; Sala de Técnica de Expressão Vocal e Prática Coral; Sala de Prática de Conjunto; Laboratório de Regência Coral e Orquestral.

Os espaços e equipamentos descritos no documento “Análise sobre o Projeto do Núcleo de Artes” tiveram como subsídio os Referenciais Curriculares Nacionais, exigências ao funcionamento pleno dos cursos de Graduação em Música, tais como: Sonoteca; Sala de Informática Musical, com programas específicos da área; Estúdio de Música Eletrônica para gravação e manipulação de áudio; Almoxarifado ou Instrumentoteca; e Acervo Setorial.

PUXADINHOS E GAMBIARRA

Obra abandonada vista do CCH virou piada

Com a obra parada, os cursos de Música, Teatro e Artes Visuais seguem instalados no Centro de Ciências Humanas (CCH), em condições precárias. “A gente funciona de uma forma improvisada, porque conseguimos trabalhar nos espaços adaptados parcialmente. Quando a gente vai fazer uma apresentação musical não tem um auditório específico, com camarim e isolamento acústico. O pessoal de teatro consegue adaptar, eles fazem peças, performances teatrais com os espaços que estão lá, na ágora, eles se viram com os espaços disponíveis. Então a gente tem esse hábito de adaptar as nossas metodologias dentro das condições vigentes”, detalhou Daniel Lemos.

Segundo a professora do Curso de Teatro, Michele Nascimento Cabral Fonseca, a expectativa gerada pela construção do prédio transformou-se em frustração, vivida cotidianamente. “Eu dou aula no teatro de bolso, uma sala adaptada que o curso fez pela necessidade de ter um teatro. Ele fica de frente para o prédio inacabado, com a obra iniciada. Então todos os dias que eu vou dar aula eu olho esse prédio bem na minha frente. É uma expectativa grande e também uma frustração você ver que a coisa não anda”, lamentou.

Antes de ser professora da Ufma, Michele Cabral já acompanhava a reivindicação de artistas e professores que se apresentavam pela cidade e sempre que encerravam o espetáculo por vários espaços puxavam a palavra de ordem “por um teatro na Ufma”.

Diante da carência de espaços no CCH, algumas atividades do curso são ministradas no casarão Angelus Novos (localizado no Beco Catarina Mina), alugado pela Ufma. O casarão, acentua a professora, cumpre um papel importante no ensino e na extensão, mas o ideal é um prédio específico porque os cursos avançam na pós-graduação, têm pesquisadores reconhecidos e boa avaliação na Capes, mas a estrutura não acompanha o crescimento dos recursos humanos.

“Nós estamos atentos, queremos respostas, porque foi inaugurada uma placa, nós tivemos a presença do antigo reitor, as promessas foram feitas, nós criamos toda uma expectativa, a obra parou e nenhuma satisfação foi dada. Eu acho que o diálogo nesse momento é importante. Vivemos um momento de crise, de cortes profundos, mas a gente não sabe o que está acontecendo com o prédio de artes. Então está faltando um diálogo com toda a comunidade acadêmica que é envolvida e tem interesse. A gente precisa de respostas, de satisfação mesmo”, cobrou Cabral.

SONHO CEIFADO

Projeto em formato de avião teve só uma asa iniciada

A sensação de euforia transformada em frustração foi aos poucos tomando conta dos professores e estudantes, como explica a coordenadora do curso de Artes, Regiane Aparecida Caire da Silva: “muitos alunos paravam a gente no corredor e falavam ‘ei professora a gente vai formar e não vai ver esse prédio’. Eu dizia ‘até eu vou aposentar e não vou ver esse prédio’. Virou quase uma piada, um sonho ceifado. A gente viu começar e brecou.”

Embora não tenha espaços adequados, há melhoras significativas dos recursos humanos em Artes. “Em 2014 tinham dois doutores, agora são seis doutores e três doutorandos. Teremos nove doutores no curso. Temos a ideia de fazer uma pós-graduação em Artes, inédita no Maranhão, focada nas práticas da licenciatura e também do patrimônio e restauro”, detalhou Regiane Caire.

Retomada da construção vai implicar em mais recursos

Diante desse crescimento, o prédio do Núcleo de Artes é necessário para desafogar o CCH. “As disciplinas práticas, a minha de gravura, eu coloco 25 alunos já muito apertado, é difícil. A gente tem as prensas, a sala é compartilhada com outras disciplinas de Artes. Então se tem um trabalho em execução você tem de tirar porque vai vir outra disciplina e usar o mesmo espaço. E no prédio nós teríamos todas as salas só mesmo como ateliê, mais espaço com equipamentos e também a possibilidade de fazer a pós-graduação lá. Então iria valorizar muito o curso”, explicou Caire.

Em comum, professores e alunos queixaram-se do abandono da obra sem qualquer justificativa dos responsáveis à época da paralisação. Consultada pela reportagem, a Ufma emitiu uma nota (veja abaixo) informando que a obra foi paralisada por contingenciamento de recursos do governo federal.

NOTA DA UFMA

A Universidade Federal do Maranhão informa que a construção do edifício do Núcleo de Artes foi concebida para atender às necessidades do Departamento de Artes (DEART) da Instituição. A obra foi contratada por meio de Concorrência Pública, pelo valor de R$ 12.757.088,26, cuja empresa vencedora no processo licitatório foi a Engenharia Gerenciamento e Planejamento de Construções Ltda. — Engepec. A Ordem de Serviço para início das atividades construtivas foi assinada em 24 de novembro de 2014, prevendo, originalmente, um prazo de 18 meses para sua execução integral.

Durante os primeiros dez meses de obra (entre dezembro de 2014 e outubro de 2015), a contratada executou normalmente suas atividades. Pelos serviços efetivamente prestados durante esse intervalo, a empresa Engepec recebeu um total de R$ 3.328.405,57, liberados após medições periódicas.

No entanto, no dia 5 de novembro de 2015, a administração da UFMA foi levada a suspender, por um período de quatro meses, a continuidade da obra, em razão do contingenciamento de recursos financeiros advindos do MEC, vislumbrando uma possível melhora na conjuntura econômica do Governo Federal à época. Após esse prazo, os motivos que levaram à paralisação da obra continuaram, e a situação ficou mais agravada pelos sucessivos contingenciamentos. Por essa razão, a UFMA decidiu manter os serviços paralisados.

A Universidade Federal do Maranhão, por meio da Prefeitura de Câmpus, está analisando a elaboração de um cronograma para retomar a execução dos serviços, para que, tão logo haja disponibilidade dos recursos financeiros necessários, a obra possa ser reiniciada e finalizada.

Imagens: Marizélia Ribeiro

“APAGÃO” NO BLOG DO ED WILSON

Prezada(o) leitor(a),

Retorno hoje ao blog, depois de quase 10 dias sem postar nada, porque fiquei “fora do ar”.

Esse “apagão” é de responsabilidade da empresa Slz Host, onde eu pago a hospedagem do blog, desde que mudei para a plataforma WordPress.

Somente no mês de setembro a Slz Host me deixou “fora do ar” por quase 20 dias.

Nem eu podia postar, nem você leitor(a) encontrava o blog para visualizar.

Somente hoje a Slz Host reativou o blog, mesmo assim com o lay out todo desconfigurado, sem que eu consiga recuperar o formato original.

Todos os textos anteriores desapareceram. Segundo o administrador da Slz Host, Luiz Leinad, o arquivo será recuperado.

Vou ficar postando aqui até que a situação se normalize.

Aguardo sua compreensão.

Atenciosamente,

Ed Wilson Araujo

Editor

PT MORDE E ASSOPRA AÉCIO NEVES

Amor e ódio são duas paixões inseparáveis. Na política, elas transcendem a tênue fronteira em velocidades siderais.

No episódio em que o Supremo Tribunal Federal (STF) pede o afastamento do senador Aécio Neves, eis que o PT coloca-se na defesa do tucano.

Defesa, em parte. A nota da Executiva Nacional do PT (veja aqui), com 16 parágrafos, dedica apenas três em repúdio à decisão do STF de afastar o tucano.

Os demais são 13 mordidas que estraçalham a vida e a carreira do propineiro-mor da tucanagem.

Mas, é importante observar que o PT age por instinto de sobrevivência, em um movimento combinado que reúne também o PMDB e o PSDB. Estes partidos formaram um pacto para impedir que o STF arraste para a lama outros senadores.

Daí a defesa de Aécio Neves pelo petismo, condenando a intervenção do Judiciário em assuntos do Senado. Diz a nota do PT:

” … a resposta da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a este anseio de Justiça foi uma condenação esdrúxula, sem previsão constitucional, que não pode ser aceita por um poder soberano como é o Senado Federal.

Não existe a figura do afastamento do mandato por determinação judicial. A decisã é mais um sintoma da hipertrofia do Judiciário, que vem se estabelecendo como um poder acima dos demais e, em alguns casos, até mesmo acima da Constituição.

O Senado Federal precisa repelir essa violação de sua autonomia, sob pena de fragilizar ainda mais as instituições oriundas do voto popular.”

Paralelamente à nota, o PT deflagrou o processo de cassação do mandato de Aécio Neves no Conselho de Ética (veja aqui).

Todos sabem que o processo não vai andar, porque o Conselho de Ética tem o senador João Alberto (PMDB) na presidência, conhecido nos corredores do Congresso Nacional como “engavetador-geral” dos pedidos de investigação dos seus parceiros.

Assim, o morde e assopra do PT serve para deixar tudo como está. Estraçalha Aécio Neves em uma nota com gosto de sangue, mas já considera o tucano um cachorro morto.

De concreto, o que existe é um pacto entre PT, PMDB e PSDB formando uma couraça para proteger todos, indistintamente.

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